<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-38696492</id><updated>2011-09-11T08:54:37.243-07:00</updated><title type='text'>THE TORCH</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://bulacinebyklaus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/38696492/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://bulacinebyklaus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>The Torch</name><uri>http://www.blogger.com/profile/17831540269681683587</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>64</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-38696492.post-1054637559432838553</id><published>2011-07-17T21:28:00.000-07:00</published><updated>2011-07-17T21:42:25.290-07:00</updated><title type='text'>Harry Potter e as Relíquias da Morte - Por Klaus Hasten.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://topnovidade.com.br/wp-content/uploads/2010/11/cartaz-filme-harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-204x300.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://topnovidade.com.br/wp-content/uploads/2010/11/cartaz-filme-harry-potter-e-as-reliquias-da-morte-204x300.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;Quem é Harry Potter? Um garoto bruxo, aprendiz de feitiços, poções e artefatos mágicos? O grande erro de todos, e nisso incluo produtores, espectadores e fãs, é se ater unicamente a mitologia, belíssima diga-se de passagem, mas que representa apenas a superfície do universo profundo criado pela escritora J.K Rowling. A divisão do seu último livro, “Harry Potter e as Relíquias da Morte” em duas partes teve um papel que adoto como meu nesse momento, de trazer humanidade a análise dos personagens ali citados e, ao invés de dividir, eu junto suas metades gêmeas em um só filme de essência própria para construção desta critica.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Partindo como um segmento direto do final de “Harry Potter e o Enigma do Príncipe”,&amp;nbsp; “As Relíquias da Morte – Parte 1” trás um início melancólico, já em evidencia pela trilha de Alexandre Desplat que embala o travelling ao logo em ruínas da Warner Bros, a tempestade ao seu fundo implica a seriedade do que viria a ser tratado. Alvo Dumbledore está morto, algo que já nos é lembrado logo no começo, e a responsabilidade de destruir Lord Voldemort e os sete fragmentos de sua alma, Horcruxes, cai nos ombros de Harry, Rony e Hermione, agora, adultos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “Nosso mundo não viu ameaça maior”, diz Bill Nighty em sua participação como o Ministro da Magia Rufus Scrimgeor, e realmente, ele está certo. O nível de periculosidade não diminui nem nas cenas mais descontraídas, transformando as risadas descontraídas de outrora em risadas nervosas do estresse causado pelo clima de tensão estabelecido pela direção pontual de David Yates, responsável pela franquia desde seu quinto volume, “Harry Potter e a Ordem da Fênix”. Mesmo em seus derradeiros filmes, Yates não poupa sua câmera de uma direção experimental, calma quando é requisitada uma atenção maior para as falas cada vez mais bem escritas pelo roteirista Steve Kloves, e uma nervosa câmera na mão em cenas de ação, tremendo ao ponto de transportar de vez o espectador para a batalha.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E incrível é notar a naturalidade de transições de cenas de ação para as mais calmas, elas se misturam entre si pelo excelente fechamento estabelecido pela química entre a direção de Yates e a montagem do premiado Mark Day, colega recorrente do diretor. Aqui percebemos cenas calmas, de paisagens vastas e fotografia morta, onde o ritmo lento não tira nem um pouco seu nível de tensão, dando uma aula de cinematografia ao ensinar a todos que tensão não é uma ferramenta exclusiva das cenas de ação rápida e batalhas, mas uma ferramenta de qualquer bom diretor na hora que lhe for conveniente.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao ficarem foragidos pelo ministério tomado pela Marca Negra de Lord Voldemort, Harry, Rony e Hermione entram em uma viagem perigosa de decepções, tristezas mas ao fim, autoconhecimento. Se antes víamos apenas atos superficiais, tanto de roteiro quanto de atuação, nos primeiros conflitos do grupo no início da franquia, agora enxergamos seriedade nas rachaduras daquela amizade que enferrujava a medida que eram obrigados a se aprofundar cada vez mais naquela jornada. São momentos secos, mortos, em que a bela trilha de Desplat&amp;nbsp; recorre ao silêncio, dando cacife a atuação do trio.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Nessa primeira parte, observamos a consolidação de Emma Watson (Hermione) como uma das melhores atrizes da franquia, sendo o peso posto em cima dela agora, maior do que nunca. O equilíbrio do trio, cada vez mais instável, obrigatoriamente caiu sobre o lado feminino, sendo Harry e Rony dois pólos que inevitavelmente, pelas diferenças claras de personalidade, acabam entrando em conflito. Daniel Radcliffe (Potter) apesar de suas limitações como ator, demonstra uma afeição verdadeira pelos seu companheiros de cena, fruto de um trabalho intenso de uma década, enquanto Rupert Grint consegue alternar bem entre seu papel de alivio cômico, mas sem perder a complexidade de um personagem, uma pessoa cansada de ser tratada como coadjuvante, recebendo aqui sua merecida atenção.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar da boa dosagem em seus ingredientes, é perceptível na primeira parte alguns exageros referentes a comédia e a gama de informações que precisam ser apresentadas ao espectador. As reuniões entre os comensais da morte e seu líder, Voldermort, tendem a ser sufocantes pelo nível da atuação de grandes exemplos envolvidos como Ralph Fiennes (o próprio Lord das trevas) e Helena Boham Carter (Bellatriz Lestrange). Certos pontos dessas cenas acabam sendo sabotados por um humor que, voluntário ou não, transmite uma maldade superficial. Algo que também sabota o clima do filme é a necessidade de passar informações rapidamente, sem crença no que está sendo posto. Uso como exemplo as falas de Gui Weasley e Mundungos Fletcher no início do longa, personagens que chegam atrasados na franquia em relação ao livros e precisam se explicar de forma corrida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O fraco clímax na Mansão Malfoy soa estranho analisando “Harry Potter e as Relíquias da Morte – Parte 1” como um filme só, pelo seu ritmo quebrado e sua tensão que diminui ao invés de crescer, sendo concluído em uma cena linda e triste na praia com a câmera na mão, algo naturalista demais para um blockbuster de verão. No fim, ele é apenas o meio de um filme só, apenas mais uma barreira a ser vencida para o verdadeiro clímax imposto pelo Parte 2, sendo ele próprio no fim, um grande clímax da franquia de oito filmes.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se em sua primeira parte, não vemos Hogwarts, nada mais justo do que iniciar o primeiro plano de seu derradeiro filme com uma vista aérea do lugar que se tornou a casa de não só do órfão Harry Potter, mas de tantas crianças e adultos ao redor do mundo que sentiam falta do amor, esse sim, o verdadeiro protagonista da franquia. E onde outrora víamos nuvens bonitas em contraste com o céu azulado, vemos um clima cinzento, com torres cercadas por Dementadores e corredores vigiados por Comensais da Morte. Alunos marcham no terreno inóspito que se tornou a Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts, não era mais o lar deles, era uma prisão.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Os olhos analíticos do agora diretor Severo Snape passam da movimentação abaixo de sua torre para o horizonte e seu futuro imprevisível. Todos se preparam para a inevitável batalha final, cada um sentindo a dor prematura do que é poder morrer a qualquer momento... Ninguém é imortal. Vários planos intercalados dos personagens, rimando com o clima do final da primeira parte, precede os diálogos, novamente, muito bem escritos por Steve Kloves pela sua objetividade e naturalidade, uma evolução ao comparar com os roteiros demasiadamente expositivos do início da série.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O humor infantil diminui, e tende inclusive a seguir um pouco o lado negro, com cenas fortes e respostas inteligentes de fala e câmera. A entrada em Gringotes, protagonizada por uma Helena Boham Carter travestida de Hermione que por sua vez assume a forma de Bellatriz indica novamente a competência da atriz por saber lidar com a complexidade da frase aqui dita previamente. Os trejeitos de Emma Watson como Hermione são completamente absorvidos por Helena, dando a cena um tom equilibrado entre tensão e humor sagaz.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Interessante perceber como revisitamos todo o mundo mágico nessa despedida, lugares como o Ministério da Magia, a Toca, Grimmauld Place, e até aqueles que não víamos desde o comecinho da franquia, como Gringotes e a Câmara Secreta. A visão quase minimalista da primeira parte é substituída agora por algo realmente épico, planos mais abertos do que nunca que vão se focando nos pólos da batalha final travada, nada mais nada menos do que na própria Hogwarts. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar dos erros de continuidade e alguns momentos fora de tom, a entrada de Harry na escola é bela como a primeira vez que pisara o chão do lugar, momento de magia relembrado ao fundo com a trilha original de John Williams que, como toda obra do compositor, já se tornara icônica, clássica, levando lágrimas aos olhos dos fãs que cresceram embalados por ela. A admiração dos alunos por Harry e visível nos olhos de cada um, deixando ainda mais bela e, por que não, emocionante, a cena de reencontro que marca o início do fim da franquia.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A fotografia de Hogwarts muda tão facilmente como o teto do Salão Principal, a medida do tom narrativo, que vai do frio gélido e escuro, ao quente bem claro nas partes que assim cabem tal utilização. O diretor de fotografia, Eduardo Serra, novato na série, absorve bem as lições de seus anteriores e trás uma boa compilação de paletas de cores e transmite bem o clima do filme, que assim como sua passagem no livro, tende a ser uma montanha-russa instável narrativamente. &lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Entre erros e acertos, a batalha tende a ser melhor quando levada a sério por ela mesma, repetindo alguns erros da parte anterior de tentar trazer leveza por vezes, com um humor demasiadamente inadequado por quebrar o ritmo na hora errada, que apesar disso funciona em outras pela perspicácia da escrita. A aproximação entre Harry e Voldemort dá ainda mais o clima crescente de perigo, sendo a divisão de seu clímax de mais de uma hora e meia, bem definida pelas pausas e a dramaticidade envolvida.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Por sinal, se tal instabilidade narrativa na batalha se torna positivo, na hora do drama de verdade acaba sendo uma cilada. Por ser um filme que lida com muitas mortes, é complicado saber encontrar o tom dramático certo para cada uma, sendo a escolha de Yates então deixar um tom de luto geral em todos mas que ainda assim parece não respeitar a seriedade do que está sendo tratado, puxando um pouco mais o filme para o lado infantil e aventuresco em certos momentos pela falta de credibilidade.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao lado de gigantes, aranhas enormes, soldados de pedra e Dementadores, o tom épico e mágico está bem estabelecido e com uma identidade própria apesar das semelhanças com outras franquias que lidam com magia. Mesmo assim, os diálogos e os momentos menos explosivos são o que mais chamam atenção, o que mais emociona o espectador. A complexidade como são tratados certos personagens chaves no filme, dando adeus a muitos, é o que mais toca o público, e Yates e sua equipe sabe disso, aproveitando não de forma excelente como poderia, mas muito bem as oportunidades que tem de mostrar um lado novo da história que tem em mãos.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se existe algum personagem que merece de um tratamento especial nessa análise, mais do que os outros, este é obrigatoriamente Severo Snape. Tratado de forma complexa mesmo desde o início da série, apontado como suposto vilão quando apenas queria defender Harry, Snape sempre evitou mostrar seu melhor lado, justamente pela vida triste e melancólica que teve. Suas cores sempre sóbrias, preto, indicava o luto por ter perdido a única pessoa que amara em toda sua vida em uma decepção que deixou marcas profundas em sua alma, preferiu o preto de resguardo, o preto que se tornou sua marca.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A atuação de Alan Rickman para o personagem sempre foi destoante nos primeiros filmes, sempre superior ao clima infantil, sempre profundo, mesmo sem precisar ser expositivo. Sua imensa admiração por Harry acabou sendo o motivo de tratar tão mal o protagonista, a lembrança da mãe do garoto em seus olhos o desequilibrava, Lilian, o amor de sua vida, que perdera, por culpa exclusiva do sentimento bom que virou ódio. Snape então preferiu se desligar de seus sentimentos o máximo possível, artifício que se tornou cada vez mais difícil nos últimos filmes por tudo que ali teria que lidar. Seu olhar cada vez mais transparente, cada vez mais melancólico. Sem querer, Rickman protagonizou a cena mais bonita de toda franquia Harry Potter, se tornando o personagem mais complexo e real de toda a série.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Junto com Rickman, Ralph Fiennes consegue uma atuação extremamente expressiva, mesmo sem sobrancelhas e nariz, passar toda a decadência de seu personagem que no fundo, tem sua natureza explicada pela inabilidade de amar. “Não tenha pena dos mortos, Harry, tenha pena dos vivos, principalmente aqueles que não podem amar” diz Dumbledore em referencia a Tom Riddle, o garoto que se tornou monstro, o pólo oposto de Harry.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Respondo agora a pergunta que levantei no início do texto. “Quem é Harry Potter?”. No fim, Harry não se trata de um bruxo, ele é um ser humano, com todas as complexidades e anseios de um, só que exponenciais em relação ao normal, não pelos poderes, mas por sua história. Perdendo os pais logo cedo, vivendo com pessoas da pior categoria, Harry cresceu sem referenciais, dependendo apenas de sua imaginação e alta sensibilidade pra saber que algo aconteceria em sua vida, o momento chave dela. “Você é um bruxo, Harry” diz o ingênuo Rubeo Hagrid sem saber que acabara de mudar pra sempre a vida do garoto.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E foram nesses sete anos que Harry, garoto cheio de amor mas sem ninguém para amar, passou a criar laços fortes, quase mágicos por assim dizer. Essa é a raiz de tanta admiração, de tanta identificação pela parte de um público que aprendeu a arte da sensibilidade com esses livros, com essa série. Esse é o relato de um crítico, de um fã, de um ser humano, que como tantos outros, aprendeu o caminho da plataforma 9 e meio e seguiu para Hogwarts, não pra aprender feitiços ou poções, mas para aprender a amar da forma mais pura e interminável.&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: medium;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: 15px;"&gt;Nota: Indeterminada.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span style="font-size: 11pt;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp; &amp;nbsp;&lt;o:p&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Um subgênero que vem atraindo cada vez mais as platéias nos últimos anos é a “tragicomédia”, uma&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;linha de filmes que segue uma visão peculiar do drama, o colocando sob um refletor cômico, sem perder a profundidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Minha Versão do Amor” se encaixa bem nesse ponto de vista. O filme mostra a vida de Barney, um homem decadente e frustrado, perdido entre os erros do passado, aqui, revelados em grandes flashbacks. Na verdade, a linha do presente, intercalada com os flashbacks, serve apenas como fio condutor, com objetivo de fazer paralelos. A medida em que a trama avança, a duração das cenas no presente vão diminuindo, suas lembranças vão o consumindo ao ponto do único mecanismo de defesa de seu organismo seja esquecer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Paul Giamatti foi a escolha mais óbvia para viver o personagem central. Acostumado a viver diversas vezes um arquétipo de homem derrotado, mas ao mesmo tempo com um timing de comédia bem elaborado, Giamatti nos entrega um personagem tridimensional, indo (um pouco) alem daquilo que já havia feito em “Sideways” e “Anti-Herói Americano”. Sua atuação vai sendo testada ao decorrer do longa, que facilita com diálogos bem construídos, mas apresenta uma responsabilidade imensa ao ator, que consegue se sair muito bem.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A direção de Richard J. Lewis surpreende, justamente por ser seu primeiro longa para o cinema. Vindo de diversas participações em séries de TV, Lewis entra em total sintonia com a história apresentada, criando uma harmonia pontual com os atores em cena. A valorização de planos mais extensos, deixando fluir as atuações e explorando bem os elementos em cena, ajudam a transbordar a delicadeza necessária para contar a história &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A “versão” de Barney, algo bem explícito no livro original e mantido ao máximo possível no roteiro adaptado de Michael Konyves (também inexperiente na área cinematográfica), é de fato o ponto chave do entendimento da história. A decadência desse homem é mostrada como um produto da sociedade que faz de tudo para colocá-lo para baixo, seja com os relacionamentos superficiais que a modernidade apresenta ou sua própria frustração profissional. Aos poucos, essa visão é desmistificada com a ajuda da própria narrativa e vai se provando que o maior inimigo de Barney é ele mesmo e sua própria obsessão, nada para ele é o suficiente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A adição ao elenco de Rosamund Pike e Dustin Hoffman são essenciais para a manutenção da trama em seus 132 minutos. Uma consegue dar uma leveza bela, sem se tornar frágil, enquanto o outro, usado como alivio cômico, por mais que tenha seus momentos exagerados e fora de tom (algo similar a sua participação em “Entrando numa Fria maior ainda”), consegue entrar no ritmo em tempo. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O desgaste da trama é inevitável e, até certo ponto, proposital. Uma escolha perigosa que perde a atenção dos espectadores mas ao mesmo tempo concede a oportunidade de compreender um pouco mais o drama de seu protagonista. Ao fim da sessão, a versão de Barney vai se dissipando, permitindo com que o público crie sua própria versão de uma história ao mesmo tempo universal e íntima.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 3 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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A reinvenção agora é diária, as referencias são feitas a filmes de ontem, não a décadas de antecedência. Tudo é mais veloz, o que por um lado afeta na criação, trazendo obras cada vez mais repetitivas, o que &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;destaca cineastas criativos como Zack Snyder.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com um olhar inegavelmente diferenciado, o que pode-se observar em suas adaptações de “300” e “Watchmen”, Snyder nos trás agora uma obra original, de história e roteiro de sua autoria, “Sucker Punch”. A história da garota internada em um sanatório pelo padrasto, afim de lobotomizá-la para garantir a herança da falecida esposa trás conceitos interessantes, e por que não, inovadores em relação ao desenvolvimento psicológico dos personagens.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Abrindo as cortinas do mundo real, cuja personagem Baby Doll (Emily Browning) é inserida, Snyder nos brinda com uma brilhante abertura, focando nos diversos aspectos pessoais e externos que envolvem nossa protagonista. O cuidado e sutileza da cena emociona ao indicar o abuso do padrasto em relação a irmã de Baby Doll, são cortes poéticos envolvendo o botão que roda no assoalho, uma arma rapidamente retirada da gaveta e o estrondo de um tiro acidental, o gatilho para o próprio desenvolvimento da trama.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;Ao nos contextualizar com essa breve abertura, a trama tende a cair em uma qualidade descendente, um gráfico que indica um cuidado visual superior a proposta bela e profunda apresentada em seu início. Somos então apresentados ao mundo do manicômio, velado por outro jogo de sutilezas (desta vez, não tão competente) que envolve a analogia a um bordel, comandado pelos enfermeiros do estabelecimento, que se consideram donos do local.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Demonstrando ser uma personagem extremamente pró-ativa, em contraste com seu rosto passivo e atormentado, Baby Doll busca em suas colegas e em sua própria imaginação fértil, a libertação daquele mundo que não é dela, é então que surge a terceira inclusão fantasiosa da história, e a mais marcante. Agora, inclusa em um mundo que Doll PODE chamar de seu, vemos a personagem em diversos conflitos criados pela sua própria mente em busca dos cinco objetos que a tirariam de seu cárcere.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;É neste momento que o toque do diretor fica cada vez mais perceptível, inclusive sua empolgação a utilizar diferentes formas de direção metalingüística. Percorrendo diversos mundos e gêneros fílmicos, que incluem a câmera rápida e nervosa dos filmes de guerra, aos planos abertos dos épicos de magia, Snyder mostra que fez o dever de casa e tem agora a oportunidade de por em prática seu conhecimento teórico. O que primeiramente parece extremamente criativo (principalmente com o efeito da dança que emerge o espectador nesse mundo) se mostra um pouco ardiloso ao se tornar mecânico com o tempo, executado de forma exagerada pelo diretor que transpira a cartase que entrou.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Algo similar foi o que Tarantino fez em “Kill Bill”, porém com uma proposta muita mais consciente e orgânica. Com uma trilha fantástica e uma direção de arte cuidadosa, “Sucker Punch” peca, mas peca pouco. A saída inteligente do próprio labirinto criado por Zack Snyder em sua trama, repito, descendente, poderia ter sido melhor executada, senão fosse o final artificial e forçado que beira ao didatismo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 3 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Juliette Binoche contracena com William Shimell, o escritor James Miller, que, diferente da primeira, tem sim um nome explicito na película. Ela então é apenas chamada por pronomes e posições sociais, como “mãe” e “esposa”, algo que, propositalmente, interfere em sua individualidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O dialogo entre os dois se inicia a partir de uma discussão metalingüística, que trata da originalidade da arte em si. Kiarostomi aqui indica sua consciência em relação ao perigo de uma trama que se debruça em pequenos clichês, mas ao mesmo tempo se justifica pelas próprias falas do escritor, que estende a bandeira de que “toda a reprodução é original”. A partir desse ponto, em uma pequena viagem que representa um próprio aprofundamento no íntimo do casal, que a discussão praticamente ininterrupta vai desenvolvendo um caráter mais pessoal.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Utilizando-se de uma fotografia mais fria, um contraponto aos tons quentes e claros em outros longas rodados na Toscana, Abbas Kiarostomi transforma o local no próprio universo da dupla. O reflexo no vidro do carro, em um belíssimo plano-sequência, identifica a força dos dois materializada nos prédios que vão passando, um de cada vez sobrepondo o outro de acordo com o tom da conversa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A trama vai criando uma densidade cada vez maior. Se antes acreditávamos que Miller, britânico, apenas era fluente em sua língua, mais tarde percebemos que apenas a usa por opção. A necessidade do personagem de impor sua vontade, de estabelecer suas regras é possível pela própria passividade de sua parceira, que inicia a trama de uma forma desajeitada e pouco confiante.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Presa em uma janela com vista para um passado bonito e inalcançável e ao mesmo tempo flertando com um futuro sombrio e apático, Binoche se sente acossada pelas relações que estabeleceu com o marido, filho e o próprio mundo. Ao perceber a força oculta dentro de si, começa a virar o jogo, forçando James Miller a usar da língua francesa, a sua língua, aquela e somente aquela que julga capaz de transmitir a profundidade de seus anseios.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com um cuidado cirúrgico e delicado com seus cenários, a essência de “Copia Fiel” fica cada vez mais palpável ao espectador. Se é a decadência de um relacionamento que nos é revelado aos poucos, temos como contraponto a própria esperança, e por que não até certo ponto ingenuidade, da protagonista em relação ao casamento. Se o relacionamento deles é ou não um “copia” de diversos outros romances no cinema e na vida real, não importa, o que conta aqui é a forma original de se contar uma história de dois sinos que por mais que tendam a tocar em sincronia, sempre vão ter dificuldade de encontrar um tom em comum.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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As três tramas principais que, invariavelmente, tendem a se encontrar, tratam de fatores ligados a espíritos, mas no fundo o tema principal aqui é a morte e a forma como as pessoas lidam com esse acontecimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Seguindo uma ordem intercalada e metódica que acaba não agradando por engessar a trama de forma mecânica, são contadas as histórias da francesa Marie Lelay (Cecile de France), o paranormal George e o garoto britânico Marcus. A primeira, no caso a que introduz o filme, é uma história promissora da jornalista que apos experimentar a morte decide buscar informações para escrever um livro. Enquanto isso, nos Estados Unidos, George foge ao máximo da sua “maldição” de ter contato com os mortos, o impossibilitando de viver bem como vivo. O caso de Marcus, o mais bonito e tocante, é a história de um garoto que perde seu irmão gêmeo e tem dificuldade de viver individualmente no mundo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;As histórias coexistem bem entre si, mas sua proposta de equilíbrio entre as três é quebrada com o obvio desnível de interesse que ocorre. Enquanto a primeira começa com uma cena de tsunami, com proporções gigantescas e excesso do uso de computação gráfica (um elemento fora de tom no contexto do filme) ela vai se retraindo pra algo mais intimo, mas que ao mesmo tempo que o faz, perde força. A segunda é a mais equilibrada, a única que funcionaria por si só, com Matt Damon interpretando um homem com sérios conflitos internos, bem exteriorizados nas expressões raras de “machão” impressas em Damon, algo que com certeza remete as próprias antigas atuações do diretor Eastwood.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Já a história de Marcus, começa de forma muito organizada, bem apresentada, com os elementos dispostos com fluidez para os acontecimentos que se sucederiam. A atuação introspectiva do garoto Frank McLaren preocupa no começo, com suas expressões vagas e distantes, o que com o tempo vai se mostrando algo importante para a construção do momento que o comprova como excelente ator dramático. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Cores frias e escuras predominam os ambientes e os figurinos, principalmente dos personagens cujo “toque” de morte mudou suas vidas. Dos três, o personagem com maior predominância da escuridão, seja interno ou externamente é o George, que em contraponto com as cores de sua cidade, não consegue se sentir pertencente a um lugar. Seu problema não é de mudança de postura, pois este o tenta a todo momento, mas é algo circunstancial. Na primeira oportunidade de melhoria de vida, de “coloração”, com os ruivos cabelos da competente Bryce Dallas Howard (marcante participação) seu passado e sua maldição o trás de volta para o trágico fato de que seu destino é ser só.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com um estilo que foge a direção peculiar de Eastwood, “Alem da vida” trás&lt;span&gt;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;um quê de Inarritu (Babel, Biutiful) misturado com Krzysztof Kieslowski (“Trilogia das Cores”, principalmente nas sutilezas do núcleo Frances). Um filme que não exagera em questões políticas e religiosas, mas as toca, até com certas criticas pontuais. No fim, o que o difere de tantos outros filmes que compartilham o assunto é a abordagem: Aqui não são os mortos, espíritos e fantasmas que precisam “ir para a luz”, mas são os próprios vivos que devem aprender a lidar com a dor da perda e seguir em frente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 3 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;style&gt;&lt;style&gt;@font-face {  font-family: "Cambria";}p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal { margin: 0cm 0cm 10pt; font-size: 12pt; font-family: "Times New Roman"; }div.Section1 { page: Section1; }&lt;/style&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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O “Poderoso Chefão” dos cineastas de Hollywood que foi aclamado nos anos 70 com seus blockbusters e suas iniciativas que deram mais poder aos diretores, passou por maus bocados em suas tentativas de ingressar em uma forma mais artística de fazer cinema nos anos 90. “Tetro” (2010) é a obra definitiva que coloca Coppola como o “homem que anda nos dois mundos”, seja o dos sucessos mais rentáveis ou das obras intimistas que ele sempre quis fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;“Não me importo mais com você”, diz Coppola com a voz do personagem Tetro (Vincent Gallo), para a critica teatral vivida por Carmem Maura, uma representante de todos aqueles críticos que o menosprezaram em suas tentativas de vôos mais profundos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A trama gira em torno de Benjamin, um garoto de 17 anos perdido no mundo, com referencias familiares precárias. O pai, um famoso maestro, não demonstra se importar muito com seus dois filhos, enquanto seu irmão, Tetro, fugiu para Argentina em busca de inspiração para escrever suas histórias. Com um jeito de “escoteiro”, passos firmes, olhar limitado, Bennie vai ao encontro do seu irmão como uma forma de reconstruir sua família, e principalmente, seu próprio referencial como ser humano. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao chegar no bairro de La Boca, Benjamin se depara com uma sombra do que outrora fora seu irmão. Por um lado, adorado pelos vizinhos e pela esposa, uma espécie de boêmio que vive de iluminação, literalmente, nas peças teatrais dos outros. Por outro, Tetro é autodestrutivo e narcisista, um mal-exemplo claro para Bennie, que cada vez mais vai sendo absorvido pela vida intensa do seu irmão, cuja energia é diretamente proveniente da sua imagem paterna.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O desenvolvimento dos personagens principais aqui é fantástico, sem pressa e sem desperdícios nesta etapa, com cenas pontuais e bem aproveitadas. A película preta e branca é não só a visão de Tetro do presente, mas do próprio Coppola, que só permite a aparição de cores em flashbacks e devaneios. A linguagem teatral aqui também é muito forte, seja nos movimentos ou na própria forma de apresentação dos personagens, não poupando exageros até para os mais secundários, o que acaba sendo uma armadilha ao desgastar a trama principal com histórias que não seriam desenvolvidas posteriormente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A luz em “Tetro” não é uma composição, mas o foco principal onde todos giram em torno como insetos em uma lâmpada. Esta inclusive é a metáfora chave para o entendimento pleno do filme, onde a luz é o estopim para uma série de epifanias e memórias, instigando a sucessão de acontecimentos. “Não olhe para a luz” diz Tetro ao seu irmão, percebendo o dano que tudo aquilo causara em suas vidas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Com a evolução da dinâmica dos personagens, é possível notar que o tom maniqueísta em relação ao pai de Tetro e ao próprio são quebrados. A imagem do “grande” maestro Tetrocini é &lt;span&gt;&amp;nbsp;&lt;/span&gt;propositalmente distorcida pelo filho em prol da inspiração, do “artista”, enquanto o próprio se perde em culpa e na necessidade de viver uma vida épica e cheia de significados, por piores que sejam. Há então uma mudança ao decorrer da trama, de consciência em Tetro, enquanto seu irmão, intoxicado pelo seu ar boêmio e intenso, caminha em passos largos para se tornar o próprio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&lt;/span&gt;“Tetro” tange a grandiosidade a todo momento, criando grandes expectativas em relação a suas tramas, ora surpreendendo, ora decepcionando. Coppola nos trás um filme de arte “clean”, com uma preparação de elenco excelente, personagens densos e profundos, mas que cansa em certos pontos com cenas desnecessárias ou reafirmação do que já fora expresso, tornando seus 127 minutos mais do que um exagero. Para Francis Ford Coppola não importa, pois apos décadas ele finalmente está podendo ser aquilo que sempre sonhou como profissional: Livre.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Em alguns (poucos) casos, a arte do “remake” chega a superar seu original, dependendo do cuidado e preocupação que se tenha com a história, algo que Tim Burton alcançou na sua belíssima versão de “A Fantástica Fábrica de Chocolate” (2005). &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Não é preciso ter conhecimento de que Seth Rogen e Evan Goldberg são os roteiristas responsáveis por “Besouro Verde” (2011) para notar as semelhanças com outras obras da dupla conhecida por seus projetos produzidos por Judd Apatow (Ligeiramente Grávidos, Superbad...). Aliados a direção do francês Michel Gondry (aclamado por “Brilho Eterno de uma Mente sem lembranças”) o resultado é um filme que se mantém apoiado nas séries de rádio e TV do mesmo personagem, sendo por si só um filme fraco.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A história de origem do “super”-herói que completa quase oitenta anos de existência é a base para trama. O herdeiro milionário, Britt Reid (Seth Rogen, o próprio) perde o pai e se sente compelido a fazer justiça com as próprias mãos. E assim nasce o “Besouro Verde”, que junto ao seu parceiro Kato (Jay Chou), invade as ruas de Los Angeles com muito estilo. &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; E de fato não falta estilo no longa, com um visual elegante e cores bem aproveitadas, o problema maior do filme é o seu próprio conteúdo, que acaba se perdendo entre tantas transições de gêneros. Ao começar pela forma pobre e superficial de apresentação dos personagens, com destaque para as diversas fases do amadurecimento de Britt Reid que, por pressa ou descaso, acabam sendo mal desenvolvidas. No fim, o que importa aqui é ação, velocidade, e aquilo que vem se tornando o câncer do cinema atual: O uso da câmera exclusivamente para o destaque do efeito 3D.&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Christopher Waltz, ganhador do Oscar de Melhor ator coadjuvante em 2010, é Chudnofsky, um vilão com crise de identidade, e, por não entender seu próprio papel de vilão, passa o filme discutindo sua metodologia criminal em cenas fantásticas, em destaque para o seu dialogo inicial com James Franco.É um momento em que a industria do cinema pára e analisa o que tem feito com seus vilões, que cada vez mais estão se tornando fracos e apagados. Pura metalinguagem! &lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Infelizmente, ao analisar “Besouro Verde”, a cada ponto positivo que encontramos, dois negativos se mostram. Seth Rogen é, atualmente, um dos atores de comédia mais inspirados, mas a cada fala e expressão é possível perceber que o uniforme preto e verde não lhe cabe, o tornando uma espécie de “protagonista-alívio-cômico”, sem a força suficiente para manter o fio da trama. “Besouro Verde” é o caso típico de um filme que não sabe se deve ser levado a sério ou não, uma indecisão que só faz afastar mais o público cinematográfico que vem se tornado cada vez mais crítico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 2 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Mesmo assim luta, chora, ri, se diverte e vive em busca daquela peça fundamental que completa de vez a gama dos instintos humanos fundamentais: A sobrevivência. O diretor e roteirista Danny Boyle usa a história de Aron Ralston como uma metonímia dessa idéia universal, dando ao filme quase monólogo essa expressão abrangente.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que torna “127 Horas” um filme fora dos padrões do “survival movie” comum, é a forma como a harmonia do roteiro e direção brinca com o espectador, o levando nas horas certas a sentir o que lhe é servido. Se temos uma abertura positivista, com excesso de cortes e recheado de uma edição experimental com tom de documentário esportista “maneiro”, é porque Danny Boyle sabe que tudo isso só aumentaria o peso da queda do fone de ouvido que tirava Ralston da realidade do mundo. Uma queda tão forte quanto a da pedra que o prenderia em um dos cantos mais obscuros do mundo, é então que vemos que Boyle não está ali pra brincadeira.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Sempre fazendo referencia ao ser humano de uma forma genérica, temos aqui um protagonista que ao analisar o conteúdo do que carrega, descobre que está munido apenas de supérfluos. Ao passar das horas, Aron vai criando consciência de seu pequeno tamanho relativo ao mundo, auxiliado pela câmera alta que exerce um peso ainda maior ao tom sufocante que o longa alcança, aprofundando ainda mais a inesgotável discussão de Homem X Natureza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; James Franco engrandece o filme com sua atuação eloqüente, transmitindo com toda sua expressividade as mudanças de postura e ao mesmo tempo a resistência quase sobre-humana do personagem. Mesmo com algumas falas desnecessárias e alguns momentos que quebram o tom proposto pelo filme (no caso, questão de roteiro), Franco se mostra capaz de encarar o desafio que de longe é um dos maiores para qualquer ator: o de ter a responsabilidade de atuar sozinho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A medida que a natureza começa a incorporar a presença de Aron em seu ambiente, com a morte chegando cada vez mais perto, seja o olhando de cima em seu vôo matinal, ou subindo pelo seu corpo em forma de grandes formigas, o longa vai adentrando em outra discussão sobre a psicologia humana: A fragilidade do Homem e sua relação com a Morte. A força desses momentos são o que mais tem de riqueza no longa. “Morrer é como ver uma festa preso do lado de fora” insinua a câmera-poética de Boyle com passagens oníricas memoráveis.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “127 Horas” é a arte crua, exposta em uma bandeja de pedra artesanal, uma reflexão sobre o papel do ser humano no mundo pela sua própria visão. Cheio de comédia involuntária e humor negro, é um filme que pula entre o positivo e o negativo a cada minuto, deixando apenas claro no desfecho que é uma simples e bela celebração a vida.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 5 ESTRELAS!&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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A partir da segunda metade do século XX, o mundo se deslumbrou com personagens marcantes interpretados por Clint Eastwood, Henry Fonda e John Wayne, este último que estrelou o original “Bravura Indômita” (1969), cuja história interessou e muito os excêntricos irmãos Cohen.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Joel e Ethan Cohen são pais do vencedor do Oscar de melhor filme em 2008, “Onde os Fracos não tem Vez”, filme que flerta com o Western com seu estilo e suas abordagens, mas só em “Bravura Indômita” (2010) que os irmãos entram de cabeça no mundo do velho oeste. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O homem do velho oeste, o cowboy, é o elo perdido entre o homem das cavernas, irracional e o homem moderno, artificial e metódico. O personagem de Jeff Bridges, Rooster Cogburn, é exatamente a representação desse individuo que age por instinto, acredita não se preocupar com os outros e só descobre seus verdadeiros sentimentos na hora que mais precisa. Uma pessoa que precisa olhar no cano do revolver pra saber se é ou não, um homem honrado, de bravura indômita. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;O cenário aqui é uma cidade do Arkansas. A idéia cuspida e escarrada da cidade Western, com saloon aberto todo o tempo, a funerária com caixões expostos no meio da rua e a delegacia para mostrar que há lei no local, mesmo que ela seja tão subjetiva e impotente quanto nos dias de hoje. “Quem é o xerife?”. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Uma garota de 14 anos (Halee Steinfeld), que perde o pai assassinado por um bandido, busca vingança, encontrando em Cogburn, uma espécie de caçador de recompensas, a possibilidade de fazer justiça. Apos cruzar o rio que a separa do seu passado, Mattie percebe que fez uma escolha sem volta, e de uma forma ou outra, seria o marco que a tiraria da vida de garota e a transformaria em mulher, mesmo de forma tão inortodoxa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os planos afastados dos Cohen dão uma dimensão ainda mais real a história, dando ao espectador uma visão privilegiada, mas que peca ao também aumentar a distancia, perdendo a imersão necessária em certos momentos. A atuação de Jeff Bridges, excelente como sempre, é forte e marcante, porém mostra que o “Dude” não diversifica muito o estilo de atuação em seus papéis, o transformando em um “ator de uma face”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;A Jóia da atuação aqui é a estreante Halee Steinfeld, que se mostra capaz de domar diálogos longos com uma excelente dicção e firmeza na voz, tudo necessário para interpretar a garota-mulher que mesmo consciente dos seus atos, não sabe o que a espera ao mexer nas partes mais íntimas dos homens: seus egos. Outra boa interpretação é a de Matt Damon, que vive o estereotipo atual do cowboy, como um “Texas Ranger” que acredita no maniqueísmo, o “mocinho” que por não saber se encaixar em um mundo em constantes mudanças, acaba se dando mal diversas vezes, sendo rebaixado até para alivio cômico.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Os Irmãos Cohen fizeram muito mais pela história do que dar um som espetacular e uma imagem de primeira, eles deixaram suas impressões digitais por toda película. São as piadinhas racistas que fazem rir o espectador despercebido, a capacidade de transição de clima em uma mesma cena (principalmente ao encaixar a violência no contexto) e a dinâmica que chega a dar uma leveza até um pouco incompatível ao tom da história.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;span&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/span&gt;Ao assistir a “Bravura Indômita”, a palavra que mais recorre na mente de quem acompanha de forma mais analítica é “Épico”. A cada cena, a cada quadro, a cada som de tiro, é perceptível o cuidado minucioso de demonstrar carinho a história que tiveram com o filme, algo que só pessoas tão apaixonados pelo cinema sabem fazer.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Invés dos habituais filmes históricos quase documentais, com fatos seguindo mais fatos, sem alma, secos, “O Discurso do Rei” trás uma história mais humanas e pessoais, com um personagem tão interessante que quase parece inventado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas como, um filme que se passa na Inglaterra dos anos 30, focando a família real, pode ser tão interessante? A resposta está no FOCO! O roteiro aqui não se limita ao falar sobre uma guerra ou sobre um evento histórico, o filme se trata de um ser humano, um ser humano com problemas psicológicos que são exteriorizados fisicamente, com a gagueira do Rei George VI, que se trás propositais risos em diversos momentos da trama, é uma forma de surpreender o espectador mais tarde com a profundidade que esta deficiência exerce na narrativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;Com a ajuda de sua esposa (a excelente Helena Bonham Carter) George, ou “Bertie”, é obrigado a passar pela inortodoxa terapia de fala&amp;nbsp; de Lionel Logue (Geoffrey Rush), um ator fracassado que ganha a vida ajudando pessoas com seus problemas de comunicação. É ao entrar na sala de Logue que George, o duque e futuro rei, se torna “Bertie”, o garoto cuja infância mal vivida e traumatizante na monarquia britânica tirou seu poder de fala, sua habilidade de se relacionar e sua própria auto-estima. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O filme patina com uma fluidez incrível em seus 118 minutos. A direção de Hooper aqui é leve e tranqüila, mas sem cair na inocência e no puro ato de contar uma história. A câmera consegue ser companheira dos personagens, aproximando o espectador da história, auxiliando no excelente timing de comédia e mostrando uma visão peculiar e inexplorada da Realeza.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Colin Firth se adapta perfeitamente ao papel do Rei Gago, com os movimentos certos e equilibrados para convencer e ao mesmo tempo não exagerar. Mesmo com tanta habilidade de atuação de Firth, o destaque nessa área aqui é de Geoffrey Rush, com um personagem extremamente interessante e excêntrico, interpretado com imensa naturalidade pelo ator.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Indicado a doze Oscars no ano de 2011, “O Discurso do Rei” prova que a arte de fazer filmes não está tão desgastada como parecia e que é possível se surpreender com um filme de roupagem antiga e cansativa. Sem grandes pretensões e com uma forma acessível de dirigir, Tom Hooper nos brinda com um filme tocante e leve, o equilíbrio estável entre a beleza da sétima arte e o bom entretenimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Ao assistir a película e adentrar as diversas camadas de significados da obra, o espectador percebe que não está assistindo a mais um filme, está vendo a mais pura arte, raridade nos multiplexes atuais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O projeto foi abraçado pela Fox Searchlight, braço da Fox que se foca na produção de belíssimos filmes independentes como “Pequena Miss Sunshine”, “Quem quer ser um milionário” e “(500) Dias com Ela”, mantém o nível da tradição da produtora de fazer bons filmes. Darren Aronofsky, após ter tido seu “O Lutador” indicado ao Oscar de Melhor Filme em 2009, chega agora com um filme mais denso e maduro, sendo indicado ao mesmo prêmio que seu ‘irmão mais velho’.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Natalie Portman vive Nina, uma bailarina que fora criada com o intenso incentivo da mãe, uma artista fracassada que espelha sua vida na filha, e dá seu suor e sangue para atingir a perfeição. Nina enxerga aos poucos sua vida metódica ir desmoronando a medida que tem o desafio de enfrentar a árdua tarefa de representar nos palcos tanto o Cisne Branco, metáfora do lado bom e inocente existente dentro do ser humano, quanto o Cisne Negro&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O Cisne Negro, destaque e titulo da obra, é o lado inexistente nas características exteriores da personagem, um lado que vai sendo puxado pelo diretor do espetáculo vivido por Vincent Cassel, que tem com esse objetivo dar mais naturalidade a personagem do cisne. A situação fica insustentável com a chegada de Lily (Mila Kunis), a personagem sem dúvidas mais ambígua da história, que causa dúvida e insegurança na já conturbada Nina.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Em meio a passagens oníricas e propositalmente abertas ao ponto de gerar discussões ao público sobre os aspectos psicológicos da personagem de Portman, a trama acompanha sua protagonista em literalmente todos seus 108 minutos, obrigando o espectador a sentir a história como sentiu sua “heroína”, que tem seu trágico destino já traçado desde a estonteante introdução. A direção aqui é pesada, sufocante, valorizando seus atores com excesso de closes com objetivo ainda maior de dar mais gravidade a já alucinante trama. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A câmera persegue Nina por todos os cantos, sendo sua sombra quando está andando em direção a algo, seu reflexo quando a mesma se olha no espelho ou um olhar curioso nas seqüências longas, sem cortes excessivos, mais um atributo pra valorizar a pérola da atuação marcante de Natalie Portman. As cores frias dão ainda mais seriedade a película, deixando os poucos momentos coloridos da história naqueles que se passam no interior da personagem, que se exterioriza em mil metáforas: Quarto, camarim, maquiagem e a própria Lily, que não deixa de ser um reflexo de Nina, que não cansa de sabotar a si mesma em prol da sua arte.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Assim como um espetáculo de Balé, “Cisne Negro” é bem dividido entre seus atos, valoriza bem seus movimentos, suas cores, e tem uma das trilhas mais harmônicas dos últimos tempos. E enfim, quando se fecham as cortinas, e as luzes vão se apagando, é possível sentir uma sensação pesada, uma dificuldade de se levantar, que só um filme tão especial quanto “Cisne Negro” causa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;5 ESTRELAS&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Andrei (Aleksei Gustov) é um homem frustrado por ter perdido seu trabalho como maestro na companhia Bolshoi, na Rússia, e vive o resto de seus dias medíocres sonhando a conclusão do espetáculo que nunca pode terminar.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Destinado a varrer o chão daqueles que o substituiu, ex-alcolatra e desiludido com a vida, Andrei pega com todas as suas forças a oportunidade de uma apresentação em Paris, onde poderia de uma vez restaurar seu nome como grande maestro. O problema dessa oportunidade é justamente o pontapé que faz as engrenagens do filme rodarem: Ele não tem orquestra disponível, o que o obriga a sair pelas ruas de Moscou a procura de talentos dos cantos mais inusitados.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O que seria a alma do filme, acaba tendo uma atenção inferior ao que merecia, e toda a beleza de terem reunidos músicos espontâneos e inesperados, com histórias diferentes e até loucas é folheado com muita rapidez, sem a calma necessária. Os 55 integrantes da orquestra são não só escolhidos na pressa (como o personagem precisa) mas suas participações são reservados a alguns poucos momentos cômicos, deixando (quase) toda a carga dramática para o próprio protagonista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Partindo de uma premissa simples e até um certo ponto um tanto desgastada, o diretor assume a responsabilidade de dar o seu tom a história, parecendo não se importar com as possíveis armadilhas e clichês que estariam em seu caminho. Radu Mihaileanu extrai de todo seu lado poeta a beleza que quer imprimir na película e combinando com a trilha forte e arrepiante de Tchaikovski.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O filme se mantém com uma boa direção, um ótimo roteiro, mas o que realmente excede as expectativas são as intensas atuações, com destaque merecido para Aleksei Gustov e a francesa Melanie Laurent, interprete da personagem Anne-Marie, peça chave para o desfecho brilhante da história. Talvez tenha sido meio difícil encontrar o tom certo do filme, mas, assim como as musicas de Tchaikovski, o longa prova que as vezes a harmonia acontece por si só, basta sentir.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal" style="font-family: inherit;"&gt;&lt;br /&gt;4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Não, 1975 não foi só isso, foi um marco de descobertas, inseguranças e mudanças na vida das cinco integrantes que se tornaram hit entre os jovens da década de 70. Este filme trata especificamente de duas das componentes, Cherie Curie (Dakota Fanning) e Joan Jett (Kristen Stewart).    &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A diretora Fiora Sigismondi pode ser novata no ramo cinematográfico, mas usa sua experiência com vídeo-clipes e&amp;nbsp; fotografia para preencher de significados todo o percurso de seu primeiro longa. São movimentos precisos e quadros extremamente cuidadosos. Aqui, a posição da câmera define os personagens e é imprescindível para o aprofundamento dos mesmo, como a cerca que vista de cima funciona como uma linha tênue entre Joan Jett no início de sua carreira e duas latas de lixo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Por sinal, o aprofundamento inicial dos personagens é o verdadeiro brilho do filme. Cherie Curie, comparada com Bridget Bardot e Marilyn Monroe aqui, no fundo, não passa de uma garota confusa. A fragilidade e volatilidade da personagem é medida pela câmera em grandes quadros, como a cena em que ela, em movimentos suaves e infantis, patina com os pés na parede, no centro de duas possibilidades, e a medida que seu passo diminui é possível notar a decisão eminente que tomará.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A atuação aqui é coadjuvante, temos a instável Dakota Fanning, que se perde diversas vezes em seu primeiro papel “adulto”, não sabendo dialogar com o que se passa em cena ou com o que a câmera quer mostrar. Apesar disso, seus traços de boa atriz ainda são demonstrados em certos momentos, com seus olhares profundos e alguns diálogos bem sucedidos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O filme procura se centralizar mais em Cherie Curie e seus conflitos em relação ao lar e a vida incomum de rock star, algo que com o passar do tempo se mostra uma armadilha já que é notável que boa parte das outras subtramas são ofuscadas pelo “brilho” excessivo que Sigismondi joga em cima de Dakota Fanning. O que se perde nessa tendência que se inicia do meio pro final do longa é a excelente atuação de Kristen Stewart e o decréscimo de sua participação.&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Depois de mostrar seu potencial em “Na Natureza Selvagem”, Stewart teve seu talento menosprezado na série “Crepúsculo”, onde vive a protagonista. Em “The Runaways”, Kristen vive uma verdadeira apaixonada pela vida e pelo Rock, uma personagem difícil de ser encorporada pelo seu temperamento paradoxal, mas extremamente bem conduzido por uma atuação no mínimo memorável.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; “The Runaways” começa apostando em uma abordagem mais sutil, comparado com similares como “Johnny e June” e “Coração Louco”, buscando não superestimar acontecimentos ou cansar o público por vezes insistindo na mesma tecla. A direção é precisa o suficiente para deixar os sentimentos extraídos rolarem sem precisar forçar, a imagem conseguiu vencer a tentação de usar mil palavras. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Fiora Sigimondi consegue extrair de um roteiro mediano um filme que excede as expectativas. A escolha da diretora foi fundamental, trazendo cores e vida ao filme. No fim, “The Runaways” é uma grande homenagem ao Rock, sendo em sua essência um grande vídeo-clipe, regado a bastante suor, drogas e estrógeno.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 4 Estrelas.&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Chegou um ponto na franquia de Jogos Mortais que os bons apreciadores da sétima arte só se dão o trabalho de assistir os filmes da cine-série esperando pelo final embalado por uma das trilhas mais reconhecíveis dos últimos anos. &lt;br /&gt;Tudo começou com uma idéia extremamente inteligente e uma trama magistralmente trabalhada. Um homem decide testar a vontade das pessoas de viver, em jogos sádicos, porém com o único objetivo de ensiná-las a valorizar suas próprias vidas. Cada jogo simboliza nas suas próprias regras os erros cometidos pelas “vitimas”, colocando em xeque a própria integridade da nossa sociedade com criticas de uma pessoa cansada do que vê.&lt;br /&gt;As coisas iam bem, até a Lions Gate perceber o quanto lucrativo os filmes do “assassino Jigsaw” estavam sendo, e, infelizmente, decidir prolongar até onde pôde. O resultado disso? Os jogos iam perdendo um pouco do seus significados, o sangue preenchia o lugar das palavras e das metáforas dos primeiros, abrindo espaço pros fãs dos filmes gores que entravam pela porta da frente enquanto os críticos mais analíticos corriam para a saída.&lt;br /&gt;Nesta sétima e última (?) edição, Jigsaw (Tobin Bell) continua morto, deixando para o seu seguidor Mark Hoffman (Costas Mandylor) todo o trabalho de sua vida. Ao sobreviver do atentado de Jill Tucker, Mark monta um plano extremamente bem elaborado para conseguir alcançar sua vingança. Em paralelo, como nas 5 últimas seqüências, ocorre um jogo específico que demanda boa parte do tempo em cena, e que, inevitavelmente, será dispensável pra os eventos da septologia como um todo.&lt;br /&gt;As atuações são bem desequilibradas. De um lado, temos a péssima Betsy Russel e vários, vários semi-figurantes que ficam totalmente perdidos, por outro temos o bom Costas Mandylor e o excelente Tobin Bell, que infelizmente tem nesse filme uma das suas menores participações. &lt;br /&gt;A direção, que sofreu várias trocas durante a série, agora fica a cargo de Kevin Greutet, que aposta nos métodos de filmagens já peculiares a franquia, as câmeras rápidas e o velho tremelique que intensifica a agonia nas seqüências dos jogos. Mas alguns pontos interessantes nos últimos foram deixados de lado, como as criativas passagens de cena, que perderam a vida na mão de um diretor que se focou mais em buscar quadros que seriam abusivos na terceira dimensão. Tal ferramenta que inclusive se mostrou inútil a série, provando ser apenas mais uma forma de explorar dinheiro dos espectadores.&lt;br /&gt;O roteiro busca boa parte do tempo trazer informações dos filmes anteriores e felizmente alcança um desfecho a altura dos melhores da série. Consegue ser tão fraco e insosso como os últimos dois porém consegue trabalhar bem com informações novas e surpresas. A mensagem, digerida pelas pessoas há 6 filmes, consegue ter novas faces, mas continua bem clara: “Valorize sua vida”.&lt;br /&gt;Por fim, Jogos Mortais deixará saudade aos fãs, que religiosamente acompanham em todos os Halloweens suas seqüências, e alivio aos críticos, que com razão, acreditam no fato de ser desnecessário o prolongamento da série. O melhor é lembrar das grandes cenas, os choques, as surpresas e valorizar a série que colocou no Hall dos melhores vilões, o sombrio e sábio Jigsaw. Game Over.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;3 Estrelas&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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The World - Por Klaus Hasten.</title><content type='html'>&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/TNIxgN2sTBI/AAAAAAAAALE/1Psj0HTDbHQ/s1600/scottpilgrimposter2.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://4.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/TNIxgN2sTBI/AAAAAAAAALE/1Psj0HTDbHQ/s1600/scottpilgrimposter2.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;link href="file://localhost/Users/klaushasten/Library/Caches/TemporaryItems/msoclip/0/clip_filelist.xml" rel="File-List"&gt;&lt;/link&gt;  &lt;style&gt;&lt;!-- /* Font Definitions */@font-face	{font-family:Cambria;	panose-1:2 4 5 3 5 4 6 3 2 4;	mso-font-charset:0;	mso-generic-font-family:auto;	mso-font-pitch:variable;	mso-font-signature:3 0 0 0 1 0;} /* Style Definitions */p.MsoNormal, li.MsoNormal, div.MsoNormal	{mso-style-parent:"";	margin-top:0cm;	margin-right:0cm;	margin-bottom:10.0pt;	margin-left:0cm;	mso-pagination:widow-orphan;	font-size:12.0pt;	font-family:"Times New Roman";	mso-ascii-font-family:Cambria;	mso-ascii-theme-font:minor-latin;	mso-fareast-font-family:Cambria;	mso-fareast-theme-font:minor-latin;	mso-hansi-font-family:Cambria;	mso-hansi-theme-font:minor-latin;	mso-bidi-font-family:"Times New Roman";	mso-bidi-theme-font:minor-bidi;}@page Section1	{size:595.0pt 842.0pt;	margin:72.0pt 90.0pt 72.0pt 90.0pt;	mso-header-margin:35.4pt;	mso-footer-margin:35.4pt;	mso-paper-source:0;}div.Section1	{page:Section1;}--&gt;&lt;/style&gt; &lt;br /&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&lt;br /&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Garoto de 22 anos, com estilo meio andrógeno, conhece garota dos seus sonhos e tenta conquistá-la, sem saber que por trás dela estão sete ex-namorados maléficos. Com essa premissa simples, Scott Pilgrim não faria o sucesso que teve mesmo antes de estrear, então, como explicar toda a campanha para o quase-impossível lançamento aqui no Brasil?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Baseado na HQ de Bryan Lee O’Malley, a obra apela para o público Indie com suas incontáveis referencias a musica, filmes e vídeo-games, tendo sua própria fotografia totalmente ligada a tais mídias. O longa já começa mostrando a que veio, com uma abertura inspiradíssima e divertida, é desde esse ponto que nos sentimos dentro deste mundo onírico e ao mesmo tempo tão ligado ao nosso, o mundo da cultura pop.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Michael Cera é Scott Pilgrim, garoto inseguro, sem auto-confiança, que busca nas pequenas coisas a felicidade. De fato, Michael Cera é mais uma vez Michael Cera, com as mesmas gags e o mesmo estilo inconfundível que o deixou notável em Superbad e Juno.Tal reconhecimento se torna uma faca de dois gumes, pois por um lado, temos um ator que se encaixa no papel, mas que acaba sendo também uma extensão dos seus trabalhos anteriores e por conseqüência de difícil separação pelos próprios olhos do público.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A garota, no caso Ramona Flowers, é Mary Elizabeth Winstead, cuja a proposital inexpressividade deixa a personagem ainda mais profunda e interessante. Tal característica é facilmente confundida como defeito, mas a capacidade da atriz é diversas vezes explorada, com olhares demorados e a dicção perfeita da artista.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A direção consegue dialogar perfeitamente com a mídia dos quadrinhos, ao procurar posições de câmera que se tornam verdadeiros quadros, que colados lado a lado dariam de fato em uma HQ. As cores saltam da tela em contrastes que tornam ainda mais surreais os eventos passados ao longo do filme, especialmente as batalhas, carregadas das mais puras referencias aos “fights” dos anos 80/90 dos vídeo-games.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O diretor Edgar Wright realmente surpreende, principalmente devido ao seu passado instável que inclui o ótimo Todo Mundo quase morto e ao mesmo tempo a sofrível adaptação do Guia dos mochileiros das Galáxias. A comédia consegue ter um timing pontual, sem quebrar a rapidez natural que o filme segue, que ao mesmo tempo tem o êxito de coexistir com cenas sutis de emoção, lapidadas em chuvas de metáforas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;A cada ex-namorado enfrentado por Scott, é perceptível que são fases que ele passa, literalmente, que vão sendo dificultadas com o seguimento do filme/jogo. A trilha sonora busca muito daqueles sonzinhos dos games mais conhecidos, e os poderes dos personagens são de fato o próprio potencial deles, principalmente de Scott, que ao ficar de frente com seus inimigos acaba descobrindo mais sobre si mesmo.&amp;nbsp;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tal equilíbrio consegue perdurar o filme inteiro, deixando o espectador sincronizado com o ritmo da narrativa. Talvez tal velocidade não agrade aos cinéfilos mais moderados, mas com certeza deixará todos aqueles de mente aberta desorientados ao final de uma sessão do filme mais psicodélico do ano.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;Nota: 4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Um personagem passional e trágico que mantém sua sanidade com um equilíbrio perverso entre uma vida pessoal aos pedaços e um trabalho que proporciona a adrenalina necessária para saciar seu vicio.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O segundo filme da franquia contribui para o aprofundamento do personagem interpretado pelo brilhante Wagner Moura. A trilha que lembra o estilo de Ennio Morricone contribui para o clima de “loner” que gira em torno de Nascimento, um verdadeiro herói do velho oeste que se vê perdido no meio dos diversos esquemas políticos que giram em torno dos problemas sociais do Rio de Janeiro. O inimigo, realmente, agora é outro.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A trama é na verdade um paralelo criado pelas ações que ocorreram no início do longa, que tendem a convergir mas são afastadas pela barreira da hipocrisia. De um lado, Nascimento em uma nova vida, desconfortável fora da sua roupa preta em um cargo burocrático na secretaria de segurança, e do outro a ascensão do poder das milícias nas favelas da cidade.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A identificação com as “situações ficcionais” (como “bem” rotula Padilha antes de começar a brincadeira) são inevitáveis. Os setores da sociedade são vistos e ironizados de forma excelente pelo Coronel Nascimento, que faz mais do que uma narração, trava um dialogo com o público ao apontar o nível de dependência entre as diversas fases do “sistema” que vão do tráfico, as milícias até pontos mais próximos como imprensa e política. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O tom do filme se difere do seu precursor em diversos aspectos, tanto bons quanto ruins. Para o público que espera as idolatradas cenas de ação e violência do primeiro, pode ocorrer decepção com a diminuição delas, que por outro lado dão lugar a uma discussão mais densa e politizada, que chega a abranger situações ocorridas em todo Brasil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Mas não pensem que todas aquelas cenas empolgantes de ação, todas aquelas frases marcantes e os gritos de Nascimento que representam a voz de um povo inteiro ficarão de fora. Não, parceiro, o coração bate mais rápido junto com a trilha instrumental e a câmera nervosa de Padilha que intensifica as excelentes seqüenciais de ação. O áudio do filme transporta o espectador pra dentro da situação.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A atuação é uma obra a parte. A famosa preparação de atores de Fátima Toledo dá aos artistas a confiança para exercerem com excelência seus papéis. Preciso destacar aqui os diálogos entre Wagner Moura e André Ramiro (o Capitão Matias) que dão um nível de naturalidade quase inexistente no cinema nacional. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No campo da atuação também pontuo Milhem Cortaz (Coronel Fábio) que transita bem entre o drama e o alivio cômico, sendo responsável pelas melhores tiradas e frases de efeito do filme. Outro grande nome é Irandhir Santos que marca bem sua presença como estreante na franquia como o Deputado Fraga. São atuações tão boas que deixam quase despercebidos o péssimo Pedro Van Held, o Rafael.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Porém, nem tudo são rosas, e não é difícil encontrar buracos no roteiro. Além de simples cálculos de matemática errados que impossibilitam a idade de um personagem, o filme perde o tom quando tenta mastigar um pouco sua mensagem, cujo significado já teria sido lindamente implicado na narrativa, causando até um certo desconforto pelo desgaste causado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Distribuído independentemente, Tropa de Elite 2 já chega marcando recordes de bilheteria, sendo o filme nacional de maior abertura de todos os tempos. Como explicar esse sucesso? São vários elementos, talvez seja a vontade do povo de ver porrada em bandido, ou as atuações, talvez a direção... Mas em uma coisa todos concordam. Tropa de Elite 2 é foda.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;4 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Baseada (supostamente) na obra do espírito André Luiz, por intermédio do espírita Chico Xavier, o filme levou milhares de seguidores da doutrina espiritual aos cinemas e trouxe polêmicas entre críticos e religiosos, causando o debate entre a análise cinematográfica e os sentimentos emocionais dos fieis a religião.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O filme inicia com um tom forte e com fôlego de contar a história de como André chegou no mundo dos espíritos, intercalado com flashbacks bem costurados. Nesse mesmo plano, encontramos o que seria uma das maiores barreiras do filme de atingir a qualidade estimada, os atores e sua preparação. Tanto os figurantes quanto alguns atores principais enfrentam problemas a dialogar com a mídia cinematográfica, jogando a esmo uma interpretação e postural teatral em momentos inadequados, transformando o drama sutil em algo exagerado e o medo em algo constrangedoramente ridículo.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar disso, é possível observar momentos carregados de drama de qualidade. Há um quê de poesia em alguns diálogos, na idéia de ter a chance de reflexão em relação a vida. São pontos muito positivos, principalmente quando o roteiro consegue ultrapassar o didatismo que arrasta pelo filme ao apresentar uma sociedade completamente burocrática e hierárquica como ideal de plano espiritual.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No entanto, notamos um cuidado especial em relação a fotografia e aos movimentos de câmera. São enquadramentos precisos, porém diga-se de passagem, um tanto quanto exagerados. A trilha sonora no entanto é a pedra preciosa do longa, tornando um pouco mais prazerosa a experiência de acompanha a história. O compositor Philip Glass, conhecido pela sua trilha em Kudum (Scorcese, 1997), consegue acertar a mão no tom, diferentemente dos figurantes que compõem a orquestra fictícia da cidade, que claramente mostram que estão tocando algo totalmente diferente do que ouvimos, erro grave.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;O filme tenta dialogar com o psicológico humano, com suas reações em relação a morte, seus medos, seus desejos. A escolha de um ator pouco conhecido para protagonizar é compreensível para contribuir para a veracidade que a história tenta passar, mas acaba se tornando um caminho tolo a medida que vai trazendo diversos outros problemas. Renato Prieto se mostra eficaz em suas feições, porém acaba se perdendo no texto com suas entonações mal elaboradas e sua postura demasiadamente teatral.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com uma esfera que beira a ficção-científica, “Nosso Lar” é um filme quase experimental, onde se tenta de tudo um pouco, da comicidade, do drama e até um pouco do terror, mas é mal sucedido ao querer abraçar tudo. Ainda bem que o roteirista pode culpar a história pelos erros no percurso, pois ai fica difícil apontar o dedo para o lugar certo, o do “espírito” que escrevera a obra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;2 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Buscando trazer um pouco daquele entusiasmo dos seus antigos filmes de ação, Sylvester Stallone (roteiro e direção) reúne todos os atores (e clichês) que marcaram época, para dar ao público o “filme de ação da década”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com uma trama bem rasa, logo na primeira seqüência já somos apresentados ao grupo de mercenários do titulo. Sem qualquer cerimônia, os personagens de Stallone, Jason Statham, Jet Li, Terry Crews e Doug Lundgren chegam na tela com inúmeras lutas, tiros e explosões desnecessárias para a história em si, mas indispensáveis para o expectador inquieto e impaciente, os “turistas” das salas de cinemas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Basicamente a sinopse se resume ao grupo de homens que são contratados para derrubar uma ditadura latina. O resto é acessório, são 105 minutos para chegar de A até B, com algumas poucas cenas memoráveis pelo seu nível de astúcia e ironia, outras poucas conseguem mostrar uma certa dramaticidade aliada a uma boa atuação. Porém todos esses pequenos triunfos estão atrelados a seqüências de erros e muita ação cansativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A proposta do filme, assim como muitos do gênero, é explorar um pouco aqueles sentimentos instintivos de dentro dos homens. Com o rolar da fita se torna perceptível que tal proposta se perde, tornando a violência mais um atrativo exagerado entre tantos acontecimentos desregrados e sem cabimento.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao assistir “Os Mercenários” a idéia que se tem é de que todo e qualquer elemento é construído com uma fita adesiva, cada fator é um suplique para o público não tirar os olhos da tela. É tanto apelo que o espectador se pega no meio da sessão tão desnorteado que esquece o propósito do longa e sua história, que aqui, funciona como um quebra-cabeça de roteiros já usados. Stallone criou seu próprio “monstro Frankstein”.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar dos exageros e da má qualidade de alguns efeitos, as cenas de ação são bem conduzidas pelo inexperiente diretor, uma surpresa no meio das cinzas do que seria um filme de potencial. Os atores oscilam, ora por má atuação, ora por serem mal conduzidos, mas deixo o destaque para Mickey Rourke e Jason Statham, este que deixa um contraste grande em qualidade de atuação nas cenas contracenadas com o fraco Stallone, que só se salva nas cenas mais intensas.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; No fim, temos um filme “homenagem”. Uma espécie de passagem de tocha entre a velha geração de Sylvester Stallone, Arnold Schwarzenegger e Bruce Willis para a geração dominada por Statham (mais conhecido por “Carga Explosiva"). Mas mesmo assim, a qualidade do filme se torna uma referencia ao próprio titulo original, The Expendables (Os Dispensáveis), não deixando o longa ir alem daquilo que já era esperado, um evento totalmente dispensável.&lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;2 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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O fato de não ser necessário perda de tempo com possíveis explicações pseudo-científicas para tal fenômeno acrescenta pontos a trama, deixando-a mais leve e colocando em evidência que o propósito do longa (simplesmente catalogado como “ficção científica”) é ir além do que é exposto, com metáforas felizes e inteligentes.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Dom Cobb (Leonardo Dicaprio) é o “ladrão de sonhos”, contratado por um empresário para infiltrar na mente de um rico herdeiro uma idéia. Ao desenrolar da fita, percebemos que a cada camada de sonho passada pela equipe de Dom, podemos também descascar os próprios personagens, revelando aos poucos a essência de cada um. Suas qualidades, defeitos e principalmente, seus traumas, são armas ou obstáculos essenciais para o funcionamento do trabalho, cada fator, claro, disfarçados em uma roupagem representativa.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; A proposta da trama vai mais além, é afundar o espectador em uma experiência extra-sensorial, é emergir em cada um o conflito entre sonho e realidade. A direção que mescla com extrema naturalidade as cenas de ação intensas com o drama, a essência do roteiro, é o que torna tão palpável a experiência de assistir “A Origem”. Quando tais qualidades são associadas com a trilha forte e pesada de Hans Zimmer, fica difícil não se pegar no meio do filme tão envolvido a ponto de se esquecer que tudo se passa em uma sessão de cinema.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Tantos elementos gráficos, tantos personagens e sub-tramas atrapalham a percepção da grande maioria dos espectadores de notar a simplicidade do filme. Com o tempo, a própria identificação com os dilemas dos personagens nos ensina a chave da interpretação do roteiro de Nolan. A obsessão aqui é mais do que um elemento, é uma barreira, personificada pela bela Marion Cotillard (Piaf – Um hino ao amor) trazendo aos sonhos de Cobb toda a angustia de um passado difícil.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao término do filme, quando as luzes se acendem e os créditos aparecem, é difícil distinguir os objetos a nossa volta, as pessoas, a sala de cinema, tudo parece irreal após um mergulho tão intenso na mente de grandes personagens, e de uma certa forma, na nossa própria mente. E é Christopher Nolan que realiza tal “grande truque”, nos deixando perplexos com sua forma mágica de fazer cinema. &lt;/div&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;5 Estrelas&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Em seu “novo velho” filme, “A Prova de Morte” (disponibilizado nos cinemas brasileiros com três anos de atraso), Tarantino realiza uma grande homenagem ao cinema dos anos 70, aqueles de salas escondidas em becos escuros, com cheiro de sexo, mijo e muita empolgação, é o cinema “hardcore” das sessões Grindhouse.&lt;br /&gt;Com uma edição que para os mais desinformados pode parecer desleixada por acaso, Tarantino nos transporta para o universo que fez dele um dos maiores ícones do cinema atual. São filmes de baixo orçamento, regados a diálogos forçados e que beira o trash em suas situações inconcebíveis, mas causa a satisfação impagável de ver algo realmente “cool”.&lt;br /&gt;A história, que se passa entre o Texas e o próprio Tenesse (estado de origem do cineasta), explora a perversão, a impulsividade, e, como não podia faltar em qualquer filme de Quentin, a imprevisibilidade.  “Dublê Mike”, personagem feito sob medida para Kurt Russel, é um loner, uma espécie de Eastwood que passa de cidade em cidade atrás de algo que lhe desperte algum interesse, a adrenalina que é o combustível do homem que faz do ato de sentar no seu Chevy Nova, a unificação entre homem-máquina.&lt;br /&gt;Aos poucos, seu interesse em grupos de garotas faz transparecer que dentro da cicatriz que cobre seu rosto, há um psicopata, obcecado em provar para os outros um poder artificial que esconde uma provável impotência social e sexual. A cada palavra, a cada batida do seu carro envenenado, Tarantino demonstra um conhecimento vasto sobre o psicológico humano, cujo aprendizado peculiar teve lugar em salas de cinema, com professores como Leone, Allen e Kubrick.&lt;br /&gt;Desde o início, é possível observar as marcas registradas das próprias obsessões do diretor. Pés, muitos pés, de todos os tipos, em vários closes e cortes (com o perdão do trocadilho), além de menções a filmes anteriores e diálogos carregados do melhor do Blaxplotation dos anos 70, valendo até aquela virada de pescoço afro-americana, afinal, de acordo com o diretor Spike Lee, Tarantino se acha de fato um “negro honorário”.&lt;br /&gt;E não basta o estilo de Kurt Russel, Rosário Dawson, Eli Roth e do próprio Tarantino em cena, o filme fala por si, e fala alto. A trilha, escolhida a dedo é um personagem tão importante quanto os outros, mostrando o prazer de Tarantino dos jukeboxes e do estilo old school. Ele segue adiante, e usando Russel como porta voz, mostra que não se vende ao CGI e as novas tecnologias, provando ser de fato, um cineasta de raiz.&lt;br /&gt;“A Prova de Morte” é de fato um filme que consegue extrair de uma sinopse fraca, elementos que farão brotar sorrisos nos rostos de cinéfilos. São diálogos longos e cotidianos que fogem a regra da cartilha hollywoodiana e consegue instigar o público pela simplicidade e ao mesmo tempo complexidade do que é dito, essa é a tendência do cinema de hoje, o cinema “homenagem”, que só caras realmente apaixonados como Tarantino, conseguem traduzir em cenas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 4 ESTRELAS&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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 &lt;/m:defjc&gt;&lt;/m:rmargin&gt;&lt;/m:lmargin&gt;&lt;/m:dispdef&gt;&lt;/m:smallfrac&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="separator" style="clear: both; text-align: center;"&gt;&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/TCWSl2tYN8I/AAAAAAAAAJ0/g-rgbs4_I2k/s1600/Kick-Ass_film_poster.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;img border="0" src="http://3.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/TCWSl2tYN8I/AAAAAAAAAJ0/g-rgbs4_I2k/s320/Kick-Ass_film_poster.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Quando a sétima arte ultrapassa seus cem primeiros anos, é de se imaginar que a propriedade única e maravilhosa deste ramo de se inovar ia acabar sendo extinta aos poucos. Após uma década que pode ser considerada pobre em relação à originalidade, uma década aonde em pouco tempo vimos a ascensão do gênero de filmes baseados em super-heróis e logo depois seu desgaste com seqüências desnecessárias, temos a prova de que existe sim uma luz no fim do túnel.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Levando o gênero do antipoliticamente correto ao extremo, o diretor Matthew Vaughn (Stardust) busca na comicidade carregada de inteligência da recente graphic novel de Mark Miller, expor para o público o que leva uma pessoa a se sacrificar pelo outra. Dave Lizewski (Aaron Johnson) é um garoto comum, sem nada de extraordinário, e essa simplicidade é a verdadeira beleza do seu caminho percorrido ao longo do filme. Menosprezado como Peter Parker, com a baixa auto-estima de Bruce Banner, o nerd Dave tem sua vida entrelaçada com os quadrinhos que tanto adora a partir da inocente, porém óbvia, indagação: Por que ninguém tentou ser um super-herói na vida real?&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Ao vestir seu uniforme verde, Kick Ass percebe que nem tudo é feito de nanquim, nem tudo é passivo a uma borracha, e sua vida é totalmente mudada a partir do primeiro vislumbre da realidade cruel das ruas de Nova York. Lizewski busca pela justiça, valor perdido que tem sua decadência bem impressa na película, busca por reconhecimento, e finalmente, busca por autoconfiança, sentimento que à medida que ele vai ganhando, dá energias para o trabalho inocente, mas eficiente ao tempo que conscientiza as pessoas que esquecem de olhar pelos outros.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Se já não bastasse a louvável jornada de Kick Ass, o filme conta com coadjuvantes extremamente bem trabalhados, tanto em cenas de ação quanto cenas emotivas. Destaque mais do que merecido para Chloe Grace Moretz, como a indescritível Hit Girl, que rouba completamente a cena ao aparecer com seu modo “bad ass”, sem poupar palavrões ou golpes criativos para matar, mas também sem deixar de expressar o jeito alegre e divertido de uma garota de onze anos. É impressionante ver tanta desenvoltura e habilidade de convencimento em uma atriz tão jovem, que passa seu tempo livre alternando entre filmes como Kill Bill e o treinamento com armas extremamente mortais.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É ela, Hit Girl, que ao lado do seu pai e mestre, Big Daddy, mostra para o nosso herói que seu trabalho de combate ao crime não é inútil. Após um trauma que abalou as estruturas de família, Big Daddy (Nicolas Cage, colocando em prática sua devoção por HQs) decide sujar suas próprias mãos, e a infância da sua filha, para acabar com o chefão do crime Frank D’Amico. Esse ramo da trama ajuda a incrementar os diversos fatores que levam pessoas normais a tomarem para si a responsabilidade de fazer o mundo um lugar melhor. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Red Mist (Christopher Mintz-Plasse, o eterno Mcloving) consegue mostrar o oposto sem perder a profundidade de um personagem com seus motivos e sua vida difícil como a face da vida real do pobre-garoto-rico Chris D’Amico (filho do próprio vilão). Sempre à margem da sociedade, seja pelas barreiras impostas pelo pai de uma vida normal ou do próprio pai em relação as suas atividades profissionais, precisou dos quadrinhos como refúgio, e foi de lá que conseguiu na vida real, assim como Dave, melhorar sua auto-estima, mesmo correndo pelo sentido contrário.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Excelentes referências podem ser observadas, que vão do cinema clássico, com cenas memoráveis embaladas pela trilha eclética e bem pontuada, destacando a seqüência assinada por Ennio Morricone que já nasceu épica, até jogos e séries de TV como Lost e Batman (de novo Nicolas Cage carimbando sua paixão com uma homenagem a Adam West). Todos esses pontos são alicerces para convidar o expectador a se sentir em casa e se colocar no lugar daqueles personagens que chegam a ser palpáveis de tão bem construídos. &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O grande truque utilizado para a grande aceitação do público e o envolvimento com a platéia foi a expectativa. Os zooms que precediam as grandes cenas de ação, as respirações, tudo foi trabalhado com intuito de deixar aquele que está assistindo com a os olhos grudados na tela como os dedos nas páginas de um livro excitante. Kick Ass consegue revelar a verdadeira essência do que é ser um herói, no mais intimo significado da palavra, sem perder o toque de humor inteligente e afiado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com um tom tão divertido e inspirado, é difícil prestar atenção nos pontos negativos, como os vilões extremamente caricatos e as situações que passam o limite da forçação. Não é preciso se esforçar para a trama, juntamente com a direção mágica de Vaughn e sua mistura ousada de estilos, envolver o mais chato dos críticos e fazer os ratos de salas de arte se renderem a pipoca gostosa e amanteigada oferecida por Kick Ass.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota:&amp;nbsp; 9.0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Tratado com um pouco de descaso no começo, com seus direitos sendo jogados aos quatro ventos, agora podemos observar um amadurecer da parte dos criadores, principalmente da Marvel, que ao criar seu próprio estúdio conseguiu trazer o melhor das suas histórias de heróis para as telas.&lt;br /&gt;Para tal responsabilidade de iniciar essa leva de filmes, com histórias mais livres e heróis interligados, foi escolhido o então inexperiente diretor Jon Favreau, que colaborou com a criação de um estilo novo de se falar de heróis, levando a sério o nome carregado no título e das décadas de publicação, no caso, do Homem de Ferro (2008). Com um sucesso logo de cara, principalmente pela ajuda do excelente Robert Downey Jr. na frente do elenco, as apostas foram cada vez mais aumentadas, com a liberação da produção de quatro filmes seguindo o padrão Marvel de contar histórias.&lt;br /&gt;A trama do filme dá seqüência a história do milionário Tony Stark, homem que devotou grande parte da sua vida para indústria bélica até se deparar com um conflito moral após ser vitima do seu próprio veneno, alavancando assim o surgimento de um “super” herói contemporâneo. Fruto da ligação entre ciência e consciência, como a própria franquia em si, encontramos um Tony tão seguro quanto antes, ou até mais, deixando sempre transparecer seu egocentrismo e sua necessidade de chamar atenção.&lt;br /&gt;O Homem de Ferro agora se depara com múltiplos vilões, sendo o maior deles sua própria fragilidade diante de certas situações, diante do futuro nebuloso e das difíceis decisões que a vida impõe a um homem que no fundo é tão rígido e resistente quanto papel. É uma história sobre legado, sobre como o passado influencia no nosso presente e como devemos saber deixar a melhor mensagem possível para o futuro, nos livrando de fantasmas e demônios que possam acabar com toda a construção de uma vida inteira.&lt;br /&gt;Chicote Negro, interpretado pelo grande Mickey Rourke, tem o fardo de representar esse fantasma, jurando vingança a Stark e a tudo que ele representou de ruim para sua família. Um russo forte e consciente do que quer, porém fraco no contexto da trama, deixando a desejar pelo pouco brilho que apenas consegue ter com os diálogos inteligentes travados com Robert Downey Jr, duas fênices que voltaram das cinzas na própria vida real, o que dá um sabor a mais de sentimento nas cenas.&lt;br /&gt;É a partir desse conflito que é quebrado o paradigma de “intocável” associado à imagem do Homem de Ferro, facilitando o caminho para o vilão mais sofisticado, Justin Hammer (Sam Rockwell “reprisando” seu papel em “As Panteras”). Apesar da inteligência, não tem muito mais sucesso do que Rourke na trama que tende a focar mais no próprio protagonista, não dando espaço suficiente para os vilões que mesmo com todo potencial, caem na superficialidade. Caso similar é o do personagem de Don Chadle, substituto inesperado de Terrence Howard no papel do Coronel Rhodes, que não convence com sua fraca atuação, deixando o Máquina de Combate como uma mera ferramenta de produzir risadas, sendo sucedida umas duas vezes no máximo.&lt;br /&gt;Apesar dessas deficiências, o roteiro extrai o melhor de Robert Downey Jr no personagem que mais sintetiza seu próprio ser excêntrico por natureza, transformando o personagem Tony Stark no cinema em mais que um divertido canastrão, mas também em um homem profundo com alma de garoto. Vale destacar o crescimento de Pepper Potts (Gwyneth Paltrow) que evoluiu em termos de atuação e participação, estabelecendo uma orgânica sintonia com Downey Jr, embalados pela direção de altíssima qualidade de Favreau, mostrando a todos que pode dirigir Tony Stark tão bem quanto o faz na trama no papel do divertido motorista, Happy.&lt;br /&gt;Recheado de referências que vão de Walt Disney até o Nick Fury de Samuel L. Jackson (com sua já conhecida “Iniciativa Vingadores”), o filme mantém o ritmo interessante do seu precursor com sua narrativa sagaz e estimulante, deixando até os problemas mais escandalosos de roteiro obsoletos, diante das promessas que o futuro reserva pra essa grande empresa que é a Marvel, responsável pela segurança do planeta e de toda uma geração de mentes brilhantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Agora, aos 19 e deslocada no meio da mesma aristocracia vitoriana de Barry Lyndon (1975), Alice se mantêm viva e esperançosa graças aos devaneios apoiados pelo falecido pai. Perdida, naturalmente, a garota do vestido azul ainda tem que lidar com uma proposta de casamento que mudaria sua vida para sempre, atordoando a pobre Alice que perde as rédeas e o equilíbrio da sua história, iniciando assim sua jornada de autoconhecimento pela toca do coelho.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; É então que fica cada vez mais registrada a marca de Tim Burton, com certo potencial de exagero na parte gráfica, mas sem fugir ao seu conhecido estilo. Os brancos estourados das roupas finas de Oxford são trocados pelo tom sombrio da terra subterrânea, comandada pela irritadiça Rainha Vermelha (Helena Bonham Carter), ameaçada pela volta de Alice e a profecia que envolve o fim do seu reinado.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Somos apresentados a uma quantidade exorbitante de personagens novos, e de uma forma bem suave somos reintroduzidos a antigos amigos, como a Lagarta filósofa (dublada pelo sempre excelente Alan Rickman), o Gato de Cheshire, e o Chapeleiro Maluco, interpretado por um Johnny Depp ruivo, bem caracterizado como o representante dos chapeleiros que ficaram loucos pelo contato com o mercúrio, que alterou além das cores do cabelo a sanidade do personagem excêntrico, assim como seu interprete.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Um tom épico é adicionado ao filme no momento onde é estabelecida as peças do tabuleiro das rainhas vermelha e branca (Anne Hathaway, quase irrelevante), aumentando gradativamente a tensão do longa para um efetivo clímax interessante. Apesar disso, tal “epicidade” tem um retorno ruim ao filme, caindo por terra boa parte dos mistérios da terra maravilhosa e inexplicável, beirando certos momentos a um simples país organizado, descaracterizando um pouco a proposta do universo criado pelo autor surrealista, Lewis Carrol.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar da divulgação pesada em cima da imagem de Depp como Chapeleiro, temos que colocá-lo no seu devido local de coadjuvante, destronado do posto de protagonista oficial de Burton pelo incrível trabalho Wasikowska como a garota que precisa chegar ao fundo do poço, crescer sem perder a essência de uma criança, para aprender a tomar as rédeas da própria vida, aceitando de cabeça erguida o fato que existem fatores, seja no mundo real ou “fictício”, que apenas são inexplicáveis, são simplesmente, maravilhosos.&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;Nota: 8,8&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Situado cerca de 50 anos antes do seu primeiro filme “Cidade Baixa”, o diretor Sérgio Machado mantêm suas raízes no universo baiano, proporcionando uma história sem estereotipo ou falas carregadas demais, deixando seus diálogos sempre naturais.&lt;br /&gt;Baseado na obra de Jorge Amado, “A Morte e a morte de Quincas Berro D’Água”, o filme trata basicamente sobre a morte e suas conseqüências nas vidas dos outros e na própria trajetória do morto, aqui, um “comandante” da boemia que morreu sem poder desfrutar da sua última festa de aniversário. O recurso da história não linear, com diversos flashbacks ajuda no aprofundamento do psicológico de cada personagem, chamando atenção pro prelúdio da saga épica de Quincas rumo à vadiagem, quando ainda era um homem de família conformado e patético.&lt;br /&gt;Não necessariamente por acaso, temos o excelente Paulo José interpretando nosso herói, e parecidíssimo com o próprio autor que escrevera a obra baseada, temos aqui o próprio alterego do Jorge Amado, escritor cheio de vida que marcou as páginas brasileiras com seu encanto e irreverência. Logo após a morte, recebemos as visitas da família rica e tradicional que Quincas abandonara e também dos não-tão-tradicionais amigos malandros dele, iniciando o conflito entre burguesia e “plebe”.&lt;br /&gt;É interessante analisar a reação de cada um dos personagens diante do acontecimento, da filha Wanda e seu marido pragmático e insuportável vemos a constante necessidade de manter a pose e a calma diante da morte, dos amigos da cidade baixa observamos a negação constante, e é a partir deste fator que se inicia a trama do roubo do cadáver, que saiu por ai para se divertir com os companheiros.&lt;br /&gt;Apesar de certos exageros por parte do humor escatológico, temos aqui uma comédia leve e sutil, não apenas uma comédia por comédia, mas um drama observado por uma lente cômica. Destaque para esses momentos da linha tênue encontrada por Machado entre drama e comédia são as interpretações de Luis Miranda e Frank Menezes, o bêbado otimista e o palhaço poeta e melancólico, colocando em cena os momentos mais intensos dos colegas de cachaça de Quincas.&lt;br /&gt;A parte técnica é um espetáculo à parte. A fotografia e os recursos especiais são efeitos que são incorporados na tela como verdadeiros personagens, Salvador cria vida na mão dessa produção. Sérgio Machado, cinéfilo assumido, coloca a verdade triste dessa sociedade hipócrita, embutida em divertidas ironias, honrando suas influências na Novelle Vague ao mostrar ao mundo sua cidade aos olhos de seus próprios moradores, filhos de um homem de coração enorme como Quincas.&lt;br /&gt;O resultado de todo esse trabalho é um filme inovador no contexto nacional. Saímos do clichê dos filmes de favela e violência e deslumbramos algo realmente novo, que nos é provado desde a introdução animada, até os dilemas mais profundos, como o vivido pela personagem de Mariana Ximenes em busca da verdadeira felicidade. Ao final de tudo, provo minha equivocação ao rotular o longa como um filme de morte, sendo na verdade uma genuína lição de vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Coração Louco é uma história dessas, com o enfoque no lado humano de Bad Blake, cantor country do homônimo livro de ficção, que apesar de ser um personagem, cria vida nas mãos e nas expressões ímpares de Jeff Bridges, que renderam seu tão merecido prêmio de Melhor Ator.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; &amp;nbsp;Centrado nas estradas do sul dos Estados Unidos, Coração Louco é basicamente uma história conhecida, do homem cansado que encontra um motivo para viver, e mesmo com todas as barreiras para a tal felicidade, enfrenta seus maiores medos. O cantor decadente, alcoólatra, que passou sua vida de música em música buscando a inspiração pra viver, ou seria o contrário?&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Bridges transpira realismo no papel de Blake, tornando real a premissa simples de um cantor mal-sucedido em uma história complexa de alguém que não se sentia em casa em lugar algum, precisando da bebida como uma ferramenta de anestesia da angústia que sente ao ter que conviver com pessoas tão diferentes. Ao conhecer Jean e seu filho Buddy, tudo muda, e o cavaleiro errante se torna orgulhoso de fazer parte da vida de uma mulher incompleta, uma figura paterna para um garoto, e principalmente, orgulhoso de viver.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Apesar de tudo, Bridges carrega nas costas, por boa parte de seus 112 minutos, a história toda, tendo como contrapeso a apagada interpretação de Maggie Gyllenhaal, e a triste “ponta” do desajustado Colin Farrel com o papel que obviamente não foi feito pra ele do ex-aprendiz de Blake que deslanchou e agora é o que melhor se ajusta a moda atual, deixando seu mestre para o esquecimento. É uma metáfora de como os valores instantâneos da atualidade preenchem constantemente os valores clássicos do que é considerado “ultrapassado”.&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; O roteiro contém diálogos extremamente profundos, principalmente aqueles travados entre Jeff Bridges e Robert Duvall, dois belos relógios analógicos em um mundo em que o imediatismo emprega a necessidade do digital. As músicas originais escritas por T-Bone Burnett dão uma leveza a trama extremamente densa, se tornando necessária não só para o ato de contar a história, mas até para o equilíbrio da digestão do filme em si pelo espectador. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp;&amp;nbsp; Com uma estrutura não convencional e uma história bonita para se contar, Coração Louco vai além do seu pretensionismo, e nos leva a um universo um pouco relegado pela nossa cultura, e nos ensina que muito temos a aprender com as belas letras das canções country, palavras sinceras de homens simples e apaixonados pela música. &lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;“Quanto mais difícil é a vida, mais doce é a música”&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="MsoNormal"&gt;&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_Nvm5PMZReeo/S7bdOPUo4bI/AAAAAAAAAJM/NUFTvMm2mSs/s1600/crazy_heart-poster-640.jpg" imageanchor="1" style="margin-left: 1em; margin-right: 1em;"&gt;Nota: 8,5&lt;/a&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Onde fica a criatividade e a inovação em um mundo onde o suor e a virilidade dominam as pessoas? Por incrível que pareça quem responde essas perguntas é a Dreamworks, empresa de animação que desde a década passada fez questão de viver na sombra da Pixar. &lt;br /&gt;Antes de tudo, é importante ressaltar que estamos falando de uma história de Vikings e Dragões, onde o protagonista é um garoto inseguro que busca lugar no meio dos marmanjos que o cerca. Ponto para Dreamworks, que pelo visto parou de refazer roteiros da Pixar e colocar dubladores famosos para conseguir sucesso, criando uma premissa extremamente original.&lt;br /&gt;Buscando elementos da cultura nórdica, o filme conta a vida de Soluço, príncipe entre os Vikings e inventor criativo por natureza. Mesmo em um universo completamente novo, percebemos nele um garoto como qualquer um, com seus desejos e defeitos, sofrendo a pressão de ser filho do homem mais viril de sua terra (dublado na versão americana por Gerard Butler).&lt;br /&gt;Inserido nesse contexto, porém à frente do seu tempo, Soluço com sua astúcia de “homem” da ciência, consegue capturar seu primeiro dragão, para assim mata-lo e iniciar sua passagem para a fase adulta, uma espécie de ponto de partida para uma vida comum. Mesmo percebendo a necessidade de cometer o ato, Soluço não consegue, não por ser fraco, mas sim por ser um personagem complexo demais para se encaixar na simplicidade do local, Soluço prefere deixar a fera ir.&lt;br /&gt;É a partir desse ponto que compreendemos que a relação dos dois não é apenas de caça e caçador, eles se tornam companheiros na sua mais profunda definição, respeitando e colaborando com a deficiência de cada um, no fim, são um só ser.Na hora do vôo, é possível enxergar além da caprichadíssima computação gráfica e mergulhar no céu e no mar, junto com Soluço e Banguela, uma verdadeira jornada espiritual.&lt;br /&gt;Com todas as piadinhas sem graça dos filmes da empresa, o filme ganha nas partes mais despretensiosas, no verdadeiro laço que cerca a criatura arredia e seu paciente domador, cuja devoção ao amigo é uma forma de auto-preservação, uma forma de mostrar que o sentimento é o verdadeiro manual de saber como lidar com o próximo.&lt;br /&gt;Uma belíssima trilha sonora no melhor estilo nórdico embala essa aventura que beira o poético com suas cenas simples no desenvolver dos personagens, mas majestosa ao colocar o maior nível de detalhes na sua gráfica. A animação mostra, cada vez mais, que são as belas nuvens do céu  estrelado do cinema, e cada vez mais, a Dreamworks faz jus ao seu símbolo e simplesmente fica lá de cima observando, pescando o espectador com seu anzol de criatividade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Dentro desse lamentável mundo novo, temos os mais antigos, aqueles que viveram antes dos 30 verões do pós-guerra, aqueles que guardam a essência do que é humanidade, são homens do futuro, que vivem presos em um tempo que não lhes pertence.&lt;br /&gt;E é nesse futuro que homens assim como Carnagie (interpretado pelo excelente Gary Oldman) se destacam, tornando-se líder entre os bichos ao criar todo um sistema ditatorial, um déspota das cavernas, que procura em um livro, o futuro de uma sociedade controlada inteiramente por ele. &lt;br /&gt;A história contém elementos extremamente simbólicos e é extremamente amplo ao mostrar um pouco de cada uma das mazelas da nossa sociedade atual, mesmo que de forma representativa. É um ambiente trágico, quase monocromático, que evidencia aqueles que estão em contraste com o local, aqueles que não buscam apenas a sobrevivência em um lugar onde a própria vida não vale a pena, mas aqueles que rumam em alguma direção, em constante movimento, contra o conformismo que pregam aqueles que não sabem interpretar a própria vida, e por conseqüência o livro que pode mudar tudo.&lt;br /&gt;O antagonismo entre Eli e Carnagie é logo revelado ao mostrar que o primeiro possui o livro desejado, e assim se inicia a caçada de gato e rato, que com o passar dos tempos, é provado através da metáfora do início do filme que sim, o rato pode comer o gato, e o homem comum não deve nada ao poder imposto pelo Governo. O tal livro que dá nome ao longa, é a chave não só para a “libertação” dos dois homens, um que procura seu destino através do guia que o ajuda nessa terra dura e o outro que busca respostas para o destaque, para a necessidade de manipulação que outrora já foi usado como propósito ao livro, a Bíblia.&lt;br /&gt;Tudo isso não quer dizer que seja mais um filme que usa a religião como proposta original, muito menos que seja um filme de “ação gospel”, o que se trata aqui é de Humanidade, aquela que resta em cada indivíduo, aquela que “move montanhas” e ao mesmo tempo continua representando o futuro da sociedade. O filme é consciente ao mostrar o poder de manipulação da “palavra de deus” e é feliz ao retratá-lo apenas no grau de metáfora, sendo o próprio filme uma, ao revelar que a fé no homem e em nós mesmos deve ser a nossa verdadeira religião.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,7&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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A ferramenta dos diversos tipos de animação seja 3D, stop- motion ou o velho lápis herdado dos tempos da Branca de Neve introduzem uma espécie de magia a história, colaborando com o enredo e abrindo um leque de inúmeras possibilidades. Wes Anderson, detentor de um estilo original e excêntrico, usa essa velha arma para bombardear o público e o estereotipo criado pela cartilha da Disney, que diz como se “deve” fazer uma animação de sucesso.&lt;br /&gt;     Assim como Tim Burton, Anderson procura buscar profundidade onde outrora foi considerado seco, “escavando” em uma história basicamente infantil e ultrapassando limites com pergunta: “Se eu fosse a raposa dessa história, como me sentiria?” e se essa raposa tivesse a elegante voz de George Clooney e esse conto tivesse o apoio de um incrível elenco digno dos maiores dramas da década passada? E assim foi recontado o conto de Roald Dahl, sob a peculiar lente de Wes.&lt;br /&gt;     A simples história de uma raposa que desafia o poder de três empresas, respectivamente produtoras de frangos, perus congelados e uma bebida alcoólica feita de maçã, se transforma em um conflito interno de um indivíduo que vê sua essência, seus instintos, se perderem com o tempo e busca a liberdade de um verdadeiro animal faminto em busca de saciar sua fome de grandeza. &lt;br /&gt;     Contando uma história de sentimentos delicados, como inveja, fraqueza e obsessão, o tom de humor seco das comédias-dramáticas de Anderson nunca sai de foco da tela. Na sua fuga do turbilhão de acontecimentos, das conseqüências dos seus erros inapagáveis, Foxy parte também em uma jornada de autoconhecimento em meio do lado “humano” e dos seus verdadeiros sentimentos animalescos, descobrindo que nada supera a verdadeira descoberta do seu próprio ser.&lt;br /&gt;      Preferindo o stop-motion (usado previamente em filmes como “O Estranho Mundo de Jack” de Burton e “A fuga das Galinhas”) Anderson tenta recriar cenários reais, com olhares reais, o que dá uma idéia de sentimento muito forte em cada um dos personagens, mesmo preferindo deixar de lado o efeito “blur”, que dá idéia de continuidade do movimento, forma de mostrar que o importante é a própria história sendo contada e que ele realmente não precisa agradar ninguém com seu estilo bem forte.&lt;br /&gt;     Com uma câmera calma, sempre com preferência a movimentos de lado para o outro, de cima para baixo, atrelada a uma trilha calma e divertida que se transforma em um personagem próprio ao acompanhar os freios de Anderson para falas banais do dia-a-dia, provando sua veia humorística sem necessidade de apelações. Um filme cheio de significados e que faz escola ao acompanhar a irreverente história contada pelos olhos de um verdadeiro artista, que ao encontrar o pote no fim do arco-íris, sabe que o movimento da vida é um super-mercado cheio de departamentos e escolhas para serem feitas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um braço estendido para todos aqueles que se aventurarem na sua própria jornada \o&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Mark Strong, ator conhecido pelos seus inexpressivos vilões, interpreta o papel do também fraco Lord Blackwood, vilão que não está a altura dos personagens icônicos e muito bem explorados do longa.&lt;br /&gt;     O destaque em si da trama, é a condução feita por Downey Jr de um dos mais famosos personagens fictícios da literatura. Em cada momento, ele não se esquece que está vivendo Holmes, de fato, ele é o próprio, com seus métodos não muito ortodoxos e seu jeito excêntrico que chega a tanger o anti-social, tendo como quase única conexão com o mundo real, seu fiel companheiro John Watson, cuja química realizada entre os dois supera o mais clássico seriado de TV do famoso detetive.&lt;br /&gt;    Mestre da arte da dedução, ligando simples detalhes em uma rede que o leva a uma resolução inteira de um problema, o cérebro de Holmes funciona de forma excepcional. Chamado por Watson de “doente mental”, o detetive tem sérios distúrbios de comunicação e fluxo de pensamento, chegando certas horas a ter sua sanidade privada pela quantidade de fatores, precisando de organização, provida pela intensa música do seu violino que embala seus casos e a bela trilha sonora do filme. &lt;br /&gt;    O timing perfeito do disléxico Guy Ritchie, cuja violência exagerada nas suas tramas é uma marca registrada, consegue usar a ação em favor da inteligência, sabendo equilibrar bem a história de uma forma calma, mas ao mesmo tempo empolgante. Seguindo a cartilha da Warner Bros, temos um arco bem estabelecido, com direito a risos e tensão em cenários digitais que quebram um pouco o senso de realidade, assim como Harry Potter e o Prisioneiro de Azkaban (também da Warner), e deixas para continuação, deixando o melhor para o próximo também seguindo traços de outros, como Batman Begins (Warner).&lt;br /&gt;     No fim, Guy Ritchie nos trás uma bela adaptação, com as liberdades necessárias para seu objetivo sem tirar o tom clássico dessa obra que transcende um século. Com diálogos fortes e inteligentíssimos, é a melhor forma de abrir a nova década, pena que a verdadeira aula de inteligência tenha sido deixada para depois, e o professor dessa aula? Bem, vamos fazer como Ritchie e deixar a deixa para a próxima crítica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Basicamente uma mistura de Substitutos com Smurfs, Avatar parte de diversos pontos, sendo o principal a jornada do fuzileiro naval Jake Sully de descoberto do mundo dos Na’vi e principalmente, de sua própria essência.&lt;br /&gt;     Após ter devastado tudo de verde do planeta Terra, o homem procura novos horizontes de exploração, encontrando na lua Pandora, um local riquíssimo de fauna e flora, recursos para sustentar suas gananciosas e insaciáveis necessidades. Uma crítica óbvia que vai desde a sustentabilidade ambiental (tema nem um pouco gasto) até o vazio que tem os homens e os leva a procurar cada vez mais o novo, agindo sempre da forma antiga.&lt;br /&gt;     No meio desse cenário proposto por histórias mais antigas, como Pocahontas ou Atlantis, a variável é justamente a maneira de abordar o personagem de Jake, paraplégico e desiludido da vida como é mostrado bem eficazmente ao longo do filme e seu ingresso ao Projeto Avatar, que permitia seus pensamentos e comandos serem transmitidos para um corpo Na’vi, assim podendo não só respirar o ar desse mundo novo, mas poder sentir o poder de andar com as próprias pernas.&lt;br /&gt;     E é com esse poder que aos poucos Jake conhece mais sobre a terra que está pisando, como seus perigos e animais exóticos, perfeitamente catalogados nessa década em que a equipe de Cameron criou esse mundo complexo. São dezenas de espécies únicas criadas digitalmente para dar um ar ímpar a história, cada um fazendo parte de um todo, da selva que representa a unidade natureza. Mas são os Na’vi a chave da história, o povo que vive em harmonia com a floresta e ensina a Jake os passos para fazer uma ligação com a biodiversidade local, dando oportunidade para o fazer conhecer seu íntimo, seus instintos e principalmente, o amor pela princesa Na’vi.&lt;br /&gt;     Nessa fábula recontada pela excelente direção de James Cameron, o importante não é o que acontecerá em seguida, é realmente o “como”, dando ao espectador a possibilidade de degustar o filme e todo seu belo e inovador visual de uma forma tremendamente satisfatória, deixando os clichês e frases de efeito passarem quase despercebidos diante a imensidão desse mundo totalmente novo. A fotografia funciona tão bem como muitos diálogos, e as cenas de contato com a natureza uma verdadeira lição de como os outros homens estão distantes do seu eu natural de cada um deles, entregando a Jake, o humano-Na’vi, não o papel de alguém que finge ser algo que não é, mas sim alguém que acha sua essência no mais inusitado dos lugares.&lt;br /&gt;     Tirado de um roteiro bem trabalhado e muito cuidadoso, o filme ganha pontos por não ser apenas o que era esperado: uma revolução tecnológica no cinema, o que com certeza não valeria o ingresso. Com o potencial levado ao máximo de atores excelentes como Sam Worthington e Sigourney Weaver e da direção como um todo, Avatar ganha ao conseguir reunir o novo ao antigo, o clássico ao contemporâneo, uma mistura deliciosa que dá certo e entrega uma nova esperança para a década que está por vir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8.0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Nunca, em mais de sessenta anos, esgotou a capacidade de roteiristas de colocar no microondas alguma fagulha daquela grandiosa e mítica história para ganhar alguns trocados. E quando tudo parecia perdido, com tramas tão desgastadas, eis que surge o cabeçudinho que deu uma volta e revolucionou a forma de se fazer (e assistir) filmes nos anos 90, Quentin Tarantino.&lt;br /&gt;     Com seguimentos que foram analisados minuciosamente por vinte anos, desde que o renomado diretor/roteirista/ator era apenas um balconista de locadora, teceu sua trama mentalmente e nos trouxe hoje a síntese final da sua grande “obra-prima”. Difícil de agradar com seu estilo excêntrico e extravagante, seus filmes se encontram no limite entre genialidade e lixo, reciclado de anos de fascínio pelos grandes estilos de sua época e capaz de misturá-los com a harmonia sangrenta que é marca registrada de longas como Pulp Fiction e Kill Bill.&lt;br /&gt;     Desde o início calmo e sem pressa, percebemos o processo de amadurecimento tanto do diretor quanto do roteirista, investindo no seu dom de longos diálogos densos e deixando à vontade atores excelentes construírem seus personagens. E perceptível também a falta de comprometimento com a trama, o que soa pejorativo, mas acaba ajudando ao evitar explicações desnecessárias e assim deixando em evidência os personagens e suas reações em cada momento. Ele não quer explicar porque tal personagem fez de tal forma sendo óbvio que teria sucesso de outro jeito, seu objetivo é explicar suas conseqüências e passar pequenas mensagens importantes para o desenvolvimento “profundo” da película.&lt;br /&gt;     Seja com a saga de vingança da loira Shosana Dreyfuss (familiar) ou os constantes jogos psicológicos travados entre espiões, assassinos, soldados com os “maléficos” nazistas, é um filme sobre guerras internas e localizadas, sendo a II Grande Guerra apenas o ambiente que explica as motivações dos humanos que vão sendo descascados à medida que se desenrola a fita. Seja em francês, alemão ou “americano”, os diálogos, que já nascem clássicos, são os verdadeiros protagonistas, com o destaque para personagens como Hans Landa (Christopher Halz) e o Ten. Aldo Raines (Brad Pitt com seu impagável sotaque canastrão do Tenesse).&lt;br /&gt;     Em seu filme com um humor negro mais presente, Tarantino nos brinda com um universo paralelo bem próximo ao nosso, onde o tom de faroeste embala os tiros nazistas e o som de escalpos sendo cortados. Uma terra onde nos enoja o fascínio de um Nazista matando soldados inimigos, mas nos faz rir, em uma poltrona de cinema, das mortes grotescas dos antigos algozes, cumprindo o objetivo de Tarantino (anti-maniqueísta) de cortar nossa hipocrisia e revelar de uma vez, nosso lado maquiavélico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Bar fica no globo”&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,5&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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A estréia que se conjuga em um ritual de fãs devidamente vestidos com vestes da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts expõe toda paixão dos adeptos que não falham a soletrar os feitiços mais difíceis ou guardar seu lugar na quilométrica fila do dia 15 de junho com suas varinhas em punho. Ao som de gritos, os fãs vibram a cada momento do filme, franquia que começou em 2001 no cinema, baseada nas belas linhas que embalaram a infância de boa parte da nossa juventude. &lt;br /&gt;      Desde seu antecessor, podemos perceber a forma receosa de dirigir do então estreante David Yates, transparecendo a vontade de agradar os fãs, mas ao mesmo tempo sem saber que linhas do livro traduzir, deixando o filme instável e com diversas pontas soltas. Seu amadurecimento é claro logo nos primeiros minutos do novo longa quando larga da barra da saia da escritora JK Rowling para criar cenas de forte impacto que contribuam para o desenvolvimento da história e a compreensão geral do clima caótico que se estabeleceu com a notícia da volta de Lord Voldemort (interpretado por Ralph Fiennes).&lt;br /&gt;      “São tempos loucos!” diz o novato Jim Broadbent, que interpreta o professor Horace Slughorn de maneira bem peculiar, colocando em evidência os caprichos de um velho cansado e de valores flexíveis. Ponto para Yates, que tomou decisões certas no elenco, assim como no anterior quando convidou a excelente Helena Bohan Carter para a Comensal da morte Bellatrix Lestrange. A Sra. Burton parece entrar em transe ao expor nos seus olhares um realismo difícil de ser alcançado quando o assunto é magia.&lt;br /&gt;      E esse é o ponto mais difícil, a magia em si que nos livros era tratada com tanta naturalidade e que em filmes prévios era difícil de relacionar, de entrar na história enfim encontrou seu ponto de equilíbrio. Cenas que demonstram que aquele universo tão distante é apenas uma metáfora do nosso, com os mesmos preconceitos, o mesmo regimento burocrático e patético aproximam a audiência da tela. A humanização de personagens distantes, como Draco Malfoy, que foi o ponto alto do filme em termos de interpretação, com questões psicológicas importantes e camadas cada vez mais profundas é o que deixa o filme mais interessante.&lt;br /&gt;      O tom leve e a comédia extremamente exagerada, com propósito de descontrair antes do final intenso que está por vir, só não foram piores do que o descaso com o tema central do livro, que são as origens, o que deixou o filme extremamente fora de foco. “Para saber o futuro, voltamos ao passado” diz o trailer que é exatamente como o filme, várias imagens cortadas de uma história excelente com o objetivo de seduzir o expectador, mas sem um fio exato que conecte suas extremidades. Um filme denso e rico, que assim como um diamante bruto, perde seu valor ao não saber encaixar suas excelentes sequências de ação, drama e comédia, intercaladas como se fosse técnica exata.&lt;br /&gt;      Mesmo assim, David Yates se mostra um excelente mestre de poções ao saber os ingredientes certos para agradar o público em geral. Ao sair da sala a sensação de estupor pelas cenas fortes e entusiasmo para a próxima seqüência é tão forte que até os buracos mais fortes no roteiro são esquecidos, deixando lugar para a satisfação e sentimento de trabalho bem feito, que fecha com chave de ouro a lista de filmes de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Quem seria o ator escolhido pra ocupar o lugar que outrora colocou o Coringa de Jack Nicholson como um dos vilões mais memoráveis da história? Não demorou pra vermos narizes torcidos com a escolha de um novato de apenas 28 anos pra assumir tal responsabilidade, pelo menos até o primeiro trailer...&lt;br /&gt;          A Publicidade pesada, sempre em cima do vilão e suas citações que já nasceram clássicas, tornou a produção e a franquia de Christopher Nolan na mais realista adaptação de HQ. Se no precursor vimos a origem do personagem, a formação de um universo “novo”e com regras próprias, neste temos o desmoronamento de tudo aquilo que foi construído, a reestruturação de alguns conceitos e a quebra de muitas regras. O fator Coringa entra em jogo justamente como a metáfora que rege o seu nome, entrando subitamente nesse jogo de gato e rato em plena Gotham City.&lt;br /&gt;          O Antagonismo entre Batman e Coringa é muito mais profundo do que a relação herói/vilão. Eles se completam! Pra cada Batman no mundo, existe um Coringa, como Yin-Yang, ele é uma reação estrondosa pras ações do Batman. Uma linha Tênue separa a psique de ambos, tendo Batman sua suposta “estabilidade mental” baseado no seu “esfíncter moral” e focalizando todos seus demônios na defesa de Gotham, sem perceber que assim está salvando a si mesmo.&lt;br /&gt;          Já o “Palhaço do Crime”, produto de uma realidade diferente à do “Príncipe de Gotham”, tem como fuga de sua mente doentia, esse personagem cheio de teatralidade e nenhum senso ético e moral, completamente destruídos por um trauma que deixou cicatrizes na face e na alma (cujas origens são tão distorcidas que alteram de acordo com o sentimento e a reação que ele quer provocar). Absolutamente tudo que motiva o Coringa são as sensações, o desejo cego de uma criança de apertar o botão apenas pra ver as conseqüências do seu ato... É mais que uma experiência, é um extinto.&lt;br /&gt;          O Grande protagonista do filme, não é nem o Batman, nem o Coringa. O ser humano é centralizado de forma tão ampla e explorado em todo seu potencial principalmente no caso do novo promotor público: Harvey Dent. A epopéia trágica que envolve sua vida é uma história à parte, e merecia um maior destaque. Um personagem tão rico, sem apelar para o lado “bonzinho” e mostrando o lado (ou a face) de senso de justiça desestruturado pela frustração, a impotência de um sistema jurídico correto contra o crime organizado. O mesmo jogo com regras diferentes.&lt;br /&gt;          Uma orquestra de sons, risadas e explosões, coordenada pela força da natureza que alcança até o prédio mais alto de Gotham. Mesmo assim quebrou certas tradições, deixou certos padrões de lado e foi pelo mal caminho da tecnologia exagerada (fator que enterrou a antiga franquia).Tais erros foram  despercebidos diante da interpretação da mente demoníaca do psicopata que enxerga a beleza do seu trabalho a cada gota de sangue derramada, cada choro de desespero provocado. No final, o único e verdadeiro objetivo do Coringa... É se divertir. Nada disso poderia ser feito sem o trabalho de Heath Ledger, que teve como único defeito, deixar aquele gostinho de “quero mais”.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 9,0&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Mesmo com tanta variedade e diferença todos nós seguimos a mesma trajetória, que começa no dia do nascimento, quando somos bebês, e termina na nossa morte. Não no caso de Benjamin, que tem a magnífica, deliciosa e sem precedentes, experiência de enxergar o mundo “ao avesso”.&lt;br /&gt;De uma forma fantástica mas ao mesmo tempo sem necessidade de apelar pra explicações “pseudo-cientificas”, a situação de Benjamin é melhor vista pelos olhos da metáfora, como a do relógio que trabalha de trás pra frente. Em um ambiente cercado de idosos, lidando diariamente com a morte, a sentindo chegar, mas sem passar por isso, Benjamin aprende cedo a se tornar um ser humano maduro, aprendendo valores que muitos da idade “cronológica” dele não assimilam.&lt;br /&gt;Os efeitos especiais nas feições de Brad Pitt são facilmente notados, mas sem nenhum exagero, talvez apenas da atuação dele nos primeiros atos que acaba se tornando um pouco artificial, não apenas na forma de falar, mas também pela própria figura e estereotipo que o ramo cinematográfico se encarregou de formar. Absolutamente a escalação dele como protagonista foi um atrativo pra milhares de fãs, mas com certeza seria mais bem aproveitado se um ator pouco conhecido fosse designado. O diretor David Fincher, conhecido por filmes violentos e estupidamente realistas, se aprofunda no lado lúdico de um conto escrito em 1921, deixando as cenas e distinção de épocas muito bem definidas. A forma como a história é contada, com a narração do próprio Pitt acaba pecando um pouco, sendo em alguns momentos pobre de conteúdo, inverossímil ao que realmente se escreve em um diário e até ambicioso por tentar “lembrar” outro famoso trabalho do mesmo roteirista Eric Roth, “Forest Gump”.&lt;br /&gt;A forma com que são mesclados os fatos históricos à mitologia do roteiro é interessante e reafirma a marca do roteirista, deixando em evidência alguns marcos da vida real no passado e no presente, mas creio que sem a naturalidade de outros filmes do estilo. O ouro do filme com certeza é posto nas pequenas ações, nas convivências e relações do “Pequeno” Benjamin, em como as pessoas reagem à esse “curioso caso”, o que da abertura a outros interessantes personagens e histórias paralelas que em um momento se cruzam ao eixo principal.&lt;br /&gt;A relação com Daisy é bem explorada em seus encontros e desencontros. As diferenças eram as maiores barreiras e constantemente colocadas na mesa, ambos teriam que se encontrar no meio, no ponto de equilíbrio, a metáfora mais bem sucedida do filme inteiro, onde o sentimento e a vontade de estarem juntos eram balanceados de uma forma simples e natural.&lt;br /&gt;Correndo o risco e com o potencial de se tornar um dos escassos clássicos desse novo século, “O curioso caso de Benjamin Button” é um relembrar de valores, uma rosa no meio dos espinhos. De uma forma densa, mas ao mesmo tempo leve pela fluente narrativa conduz o espectador de uma forma descontraída e sem (maiores) pretensões, por um universo onde o antigo e o contemporâneo dão as mãos para contar uma das mais bonitas histórias dos últimos tempos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Há anos, os livros de J.K. conquistam cada vez mais adeptos de uma forma diferente. Os fãs não são comuns, eles (ou nós) não apenas lêem, mas decoram frase por frase, soletram os feitiços e se irritam por qualquer erro de um leigo. Sinto na péssima, mas ao mesmo tempo deliciosa tarefa de não apenas dar uma resenha, mas sim uma verdadeira critica, me esforçando ao máximo para ser imparcial e deixar meu fanatismo de lado.&lt;br /&gt;“Como resumir 702 páginas em um longa de 150 minutos?” David Yates não só responde tal pergunta, ele cria um novo jeito de adaptar, casando a simplicidade e a riqueza de detalhes da autora, com o jeito cinematográfico que tanto necessitava a série. Sem cortes excepcionais, Yates nos delicia com os ingredientes que faltavam nos anteriores, as risadas ficaram menos forçadas, o mundo irreal ficou mais palpável e o toque sombrio que poucos encontravam nos precursores foi incontestavelmente muito bem aplicado.&lt;br /&gt;O jeito de filmar e dirigir foram completamente reformulados, deixando de subestimar os críticos e fãs mais ávidos e nos entregando um trabalho digno de ser chamado o melhor e mais sério da até então quintologia. O roteiro, apesar de baseado em um dos mais monótonos livros, conseguiu não só exceder as expectativas, mas dar uma aula de adaptação para filmes do gênero que não estão se saindo muito bem (claro, sem a intenção de ofender os grupinhos infelizes e os heróis deprimidos).&lt;br /&gt;A interpretação é um espetáculo à parte, com destaque para Luna Lovegood, uma das personagens mais complexas, metaforizada pelo seu patrono, o coelho (referindo-se obviamente à Alice no País das Maravilhas). Outra notável figura foi Imelda Stauton, no papel da Alto Inquisidora, Dolores Umbridge, que conseguiu passar o paradoxo sádico e doce da mais odiada personagem. Helena Boham Carter, a tão esperada Bella Lestrange apesar da diminuta participação, expressa toda a loucura da personagem em seu olhar, transformando-a na melhor interpretação da carreira da atriz.&lt;br /&gt;Quem realmente falhou foi justamente a chave do filme, que ficou nas mãos de Michael Gambon com a que deveria ser “melhor batalha de todas”, travada entre seu personagem Alvo Dumbledore e Lord Voldemort, demontrando-se não apenas fraco na briga, mas principalmente na atuação, que é completamente ofuscada pela volta de Ralph Fiennes como você-sabe-quem.&lt;br /&gt;A parte antagônica teve sua carga mais forte justamente no Ministério da Magia, uma referencia obrigatória a burocracia que prende e controla nossa vida, representada por Umbridge e o ministro Cornelius Fudge, que até então era apenas um enfeite na série. Nisso, nem um fã pode botar defeito, pois além de um contexto bem explicito, o formato tanto do ministério, quanto dos burocratas que o compõe estão muito bem caracterizados.&lt;br /&gt;Com um jeito tão firme de filmar, até alguns erros mais fortes e buracos na história foram despercebidos. Os efeitos especiais, a maquiagem de todo bom filme não foi apenas isso, mas também um elemento importantíssimo e indispensável em um filme que no abre o apetite para ler o próximo livro e fecha muito bem a temporada de filmes de verão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,0&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Na saída, a conclusão que se tira é de como é sublime a vida animada, como é fácil e ao mesmo tempo difícil criticar uma obra como essa. Ratatouille não é mais um filme, é um marco, uma lição para vida e para os filmes que estão se desgastando para roubar a cena, mas sem muito retorno.&lt;br /&gt;A ousadia da Disney de apostar todas suas fichas do ano em um ratinho cozinheiro foi uma loucura nunca antes feita. A aceitação completa poderia ser substituída em um grande fracasso, superado pela criatividade de Brad Bird (Responsável por Os Incríveis também). Filmes como esses dão esperanças, mostram que nem tudo está perdido e que a Disney não é mais um bando de acionistas, e sim uma fabrica de idéias.&lt;br /&gt;A mensagem do filme, não só subliminar mais em destaque o tempo todo, é desbancar a teoria da superioridade e que todos são capazes do que querem. A união de Remy, um ratinho com um talento singular e ótimo gosto para comida e boa vida, com o sonho de virar um grande chef e um desastrado cozinheiro trás uma mistura com sabor dos velhos tempos, onde o cinema não só divertia, mas encantava.&lt;br /&gt;Se cada um sozinho é um marginalizado da sociedade, os dois junto, o homem-rato e o rato-homem tornam-se um só ser unificado, claramente metaforizado na forma de cozinhar, de viver. O choque dos dois mundos, o mundo dos excluídos e o dos esnobes franceses foi a profecia do que gerará o mundo de hoje, o epílogo de nossa sociedade excluidora e preconceituosa com a elite e os que preferem (ou não tem escolha de) se diferenciar.&lt;br /&gt;Ratatouille, representação do sonho dos protagonistas em um prato sofisticado, é a filosofia de vida dos personagens, são os meios que os levam até seus objetivos. Um prato sofisticado, mas ao mesmo tempo simples (o que basicamente é a formula do filme) com cenas de ação impecáveis e uma carga dramática seletiva em alguns filmes da Disney (todos tentam, poucos conseguem).&lt;br /&gt;Uma critica bem estruturada foi exatamente para nós, críticos, que vivemos facilmente (e confortavelmente) de apontar os erros dos outros, nos deliciando a cada frase de efeito que envolve um defeito alheio ou até mesmo bajulando alguém que realmente faz algo na vida. Num mundo como esses, os críticos são a malevolência da sociedade, resumidas em longos textos em jornais ou olhares de desprezo gerados pelos ditos superiores.&lt;br /&gt;Sublime e devidamente temperado, é uma boa pedida pelos esfomeados por novidades, cansados por grupinhos uniformizados ou heróis deprimidos. Simplicidade e irreverência se pareiam num longa que se tão bom parece um curta, pecando apenas pelo leve gostinho de quero mais.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 8,5 &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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É mais ou menos o formato do novo filme do Quarteto Fantástico, que teve sua divulgação basicamente “apelando” pro lado do Surfista Prateado. Com toda a fase da apresentação dos personagens e a origem do grupo e seus respectivos poderes de lado, temos um filme mais leve e realista, tentando dar uma explicação cientifica para todos os fenômenos ocorridos.&lt;br /&gt;Quando foi revelado, o personagem “convidado” para essa continuação, foi uma felicidade tanto para comunidade cinematográfica quanto os fãs dos quadrinhos, pela primeira vez um diretor (Tim Story) tinha ousado colocar caminhos diferentes de personagens da cultura pop Marvel em um filme só. O Surfista Prateado, uma das figuras mais filosóficas dos anos 60, a representação da liberdade e livre arbítrio na sociedade daquela época foi resumido a um “vestígio” no meio de um longa com tanta coisa que nada conseguiu ficar em evidência, nem o próprio Surfista.&lt;br /&gt;Pontos como o casamento de Reed e Sue e até a volta do Dr. Destino, foram tramas que por falta de adjetivo melhor foram completamente dispensáveis no roteiro. Com a vontade de uma vida normal, Reed cogita se livrar dessa vida e criar uma família, ponto forte se já não tivesse sido abordado no primeiro e uma “pequena” e desnecessária volta do Dr. Destino, que com certeza já deu o que tinha que dar no primeiro e foi apenas um objeto que ofuscou a já manchada imagem do “principal do filme”.&lt;br /&gt;Com o Surfista Prateado no filme, já estava implícito para boa parte dos fãs o vilão do filme. O tão esperado Galactus, antagonista mor do Quarteto e patrão do Surfista finalmente daria as caras. Caras? Acho que a grande decepção do filme foi exatamente essa, Galactus, devorador de mundos que vai a terra prenunciado pelo Surfista para “devora-la” foi apenas uma fumaça no filme (literalmente). Tanta enrolação pra uma fumaça gigante, é exatamente a sensação que te dá ao sair da sala com a silhueta do gigante rosa que deveríamos ver na cabeça.&lt;br /&gt;Já o lado profundo ficou justamente pro palhaço do primeiro. Com o casamento da irmã e a possibilidade de dissolver a equipe, Johnny se vê perdido e literalmente com perda de identidade. Encontrando o Surfista, Johnny acaba trocando de poderes com os outros membros, não só causando problemas como aumentando sua dificuldade de supremacia.&lt;br /&gt;Como um sonho ruim, Quarteto Fantástico 2 acabou rápido, e deixou a sensação de roteiro mal feito e expectativa quebrada. Cada vez mais vemos Tim Story apenas como uma criança brincando com seus bonecos, sem saber o valor que cada um representa. Com tanta apelação, como o Surfista, o Fantasticarro e a “imagem de Galactus”, com certeza gerou muita decepção, só concluindo a derrota das continuações do ano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 6,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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A trilogia do diretor Gore Verbinski e produzida pelo velho Jerry Bruckheimer que recebeu seu ponto final no dia 25 do mês passado (pois é não se iludam com outra seqüência) mudou não só a história de piratas que ouvíamos, mas também,o jeito blockbuster de fazer cinema.&lt;br /&gt;Tudo começou com a idéia da Disney de fazer um filme inspirado em uma das atrações de seus parques e com a união de um elenco intocável e um roteiro fantástico formou-se a grande surpresa de 2003. De longe, chamou atenção o papel de Johnny Deep como Jack Sparrow que agradou ao publico com um lado nada convencional de protagonista.&lt;br /&gt;Logo com o sucesso, a fome dos executivos da Disney trouxe um novo desafio a Verbinski, “Queremos uma seqüência, uma não, duas”. O espanto foi geral, dois filmes ao mesmo tempo poderia afetar muito a história, mas foi aceito. O Segundo, com subtítulo de “Baú da Morte” foi recordes de bilheteria e surpreendentemente além de agradar a grande maioria trouxe no seu final um gancho meio complicado, resumindo: Piratas do Caribe 2 não teve final, coisa que eleva muitos filmes e o distanciou do seu precursor.&lt;br /&gt;Como um golpe de marketing, seu final levou (levou não, obrigou) todos a assistir o terceiro “No fim do Mundo”, mas não por ter gostado do segundo, e sim por mera curiosidade, elevando a exigência do espectador que foi mais do que subestimada em um filme que se distancia da grandeza do original e apenas serve como um final postiço pra seu anterior preenchendo todos os buracos do navio que por pouco não afundou.&lt;br /&gt;Quando o filme começa só ficamos com aquela dúvida na cabeça “Como diabos será que veremos Jack de novo?”. Esse é o ponto alto do filme, invés de uma ponta colada no segundo, vemos uma atmosfera completamente diferente, uma apologia a tempos difíceis de ditaduras e guerras chegando até ao socialismo, representado por “Piratas Organizados” o que distorce o que vem sendo mostrado nos anteriores, traduzindo: não teve nada haver.&lt;br /&gt;Entre todas as expectativas, tínhamos a de Chow-Yu-Fat, conhecido como filmes ótimos, a exemplo de “O Tigre e o Dragão”, convidado para viver o “grande” Capitão Sao Feung que acabou por se tornar um artifício pra não tirar o ânimo da trama, juntamente com a esperada aparição de Keith Richard, como o pai de Jack Sparrow, que nada acrescentou a trama, só mais uns minutos ao já longo tempo na sala de cinema.&lt;br /&gt;Qual era a melhor atração do segundo? Davy Jones? Tia Dalma? O Kraken? Infelizmente tenho que aqui reportar que esses foram totalmente distorcidos dos seus originais papéis do segundo filme, deixando de serem espetáculos de criatividade para serem simples complementos para a verdadeira história. Sim, foram apenas peões no jogo da Companhia das Índias Orientais, representando o sistema que comanda a todos nós e que nos prende em correntes invisíveis, mas na representação nem tanto invisíveis.&lt;br /&gt;Por fim, a conclusão é que até o Capitão Jack perdeu um pouco de seu tempero natural e a grande “revelação” do filme, foi a volta do capitão Barbossa que com certeza levantou o filme, se destacando no meio de pessoas tão dentro da trama mas tão perdidas, como Elizabeth (Keira) e Will (Bloom) e (quase) trouxe o clima do primeiro filme, que com certeza foi o melhor de todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nota: 7,0&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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Sabendo do meu grande interesse em ser jornalista e o meu senso crítico, Klaus me convidou para comentar sobre os filmes, junto a ele. Espero que gostem das minhas críticas tanto quanto as de Klaus, mas agora vamos falar do filme. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Embora o filme tenha como ator principal Denzel Washington, que é um ótimo ator e já esteve em filmes maravilhosos como “Por um triz” ou “Chamas da Vingança”, que tem muita ação e que realmente fixa a atenção do público com uma ótima história, “Déjà Vu” deixa a desejar. O filme se passa na cidade de New Orleans, onde um terrorista detona um barco e mata inúmeras pessoas e também faz de vítima uma mulher que parece ter uma forte significância no atentado. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Para solucionar tal crime, o agente da ATF, Doug Carlin( Denzel Washington) é convidado para participar de um projeto do governo(notem que eu disse “participar”) onde ele tem uma chance de encontrar o terrorista. E é aí que o filme começa a desmoronar, o agente é convidado para participar do projeto, mas já chega ditando ordens aos outros agentes, dizendo como eles devem trabalhar. O trabalho em si, envolve um projeto onde você pode ver o passado da pessoa, na realidade, você vivenciará o passado desta pessoa, olhando tudo o que a pessoa faz, e tudo ao seu redor. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;E isto torna a trama muito mais monótona e sem graça, em vez de explorarem uma investigação ou expor cenas marcantes como em "Chamas da Vingança" que tem várias revira-voltas. E como se não bastasse, a explicação de como funciona o aparelho onde você "revive fatos do passado" é muito complexa, o que levará pessoas de intelecto limitado a não entenderem nada do que se passa na cena e no filme todo consequentemente. Quando se faz uma história onde tem ficção científica, é necessário fazer uma pesquisa antes e ver como apresentará para o público a explicação, e não usar um papo de "cientista de fogeutes", jogar em cima da cena e esperar que o público entenda, como foi o caso. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Além disso o filme contém vários clichês que são, de fato, muito previsíveis e ruins, o agente Doug banca o herói toda a hora, sacrificando-se para fazer com que o experimento de viagem ao tempo dê certo, o que lembra muitos filmes de “Rambo” com um heroísmo norte-americano muito barato. E este não é o único clichê, a vítima do terrorista, Claire, foi amordaçada, seqüestrada, quase foi queimada viva, e logo depois de ser resgatada, passam-se 5 minutos e ela já está super bem. Uma situação dessas traumatizaria qualquer pessoa normal, a levaria a um estado de choque, onde ela ficaria sem reações por um bom tempo. Isso me lembra a novela “América” onde a personagem Sol passou 4 dias no mar sem comida e nem água, e assim que chega à praia levanta e sai correndo como se estivesse em uma maratona. E como se não fosse pouco, o agente Doug e Clair se beijam em uma cena, uma coisa totalmente sem sentido e que poderia ser muito bem cortada. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Mas tirando essas coisas (que não são poucas) o filme toma a sua atenção, e além de ter pequenos erros na ficção, vale a pena ver, pois passa uma mensagem afinal de contas. Se você tem uma chance de fazer o que é certo, ou corrigir seus erros, vá em frente e não hesite em olhar para trás. &lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;Nota: 6,5&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;script type="text/javascript"&gt;
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